As autoridades de saúde angolanas anunciaram, esta quarta-feira, que a epidemia de febre-amarela, que desde dezembro já matou 290 pessoas, sobretudo em Luanda, está controlada, após mais de 2.000 casos suspeitos.

A informação foi hoje avançada à imprensa pela diretora provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa, no final de uma reunião de apresentação de resultados da luta contra o surto, realizada pelo Governo da Província de Luanda, em que participou o ministro da Saúde, Luís Sambo.

Segundo a responsável, os casos e óbitos por febre-amarela registaram uma redução considerável, resultado da campanha de vacinação, que decorre até ao momento na província de Luanda, o epicentro da epidemia, onde estão ainda por vacinar 500 mil pessoas.

A capital angolana registou até agora um total de 1.300 casos, com um saldo de 199 óbitos.

“Luanda já vacinou cerca de 92% da população alvo, mas a grande preocupação é que há ainda algumas zonas com pessoas sem vacinar, por diversos motivos”, disse Rosa Bessa.

De acordo com a responsável sanitária, algumas pessoas têm alegado o desconhecimento dos locais para a vacinação, pelo que foi recomendado no encontro aos administradores a intensificação das campanhas de informação e divulgação dos postos de vacinação.

“Queremos fazer apelo às pessoas para que compareçam, porque estão a ser feitos inquéritos pelo Ministério da Saúde e algumas questões se apresentam. Algumas alegam que não têm conhecimento dos locais onde podem vacinar-se e alguns que se recusam a fazer a vacina depois de tomar bebidas alcoólicas, sendo também outro obstáculo as crenças e tabus”, explicou Rosa Bessa.