O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, considera que o Estado português deve fazer “todas as diligências”, por via diplomática, no sentido de garantir a segurança e bem-estar dos emigrantes na Venezuela.

“Penso que esta é uma situação que deve ser resolvida sempre por via diplomática”, afirmou Miguel Albuquerque, face à decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela que obriga os cidadãos que têm várias nacionalidades, incluindo os lusodescendentes, a recorrer aos documentos venezuelanos, como o passaporte, para entrar e sair do país.

O chefe do executivo regional afirmou que o Governo português deve intervir em termos diplomáticos neste caso e, por outro lado, observou que a TAP também tem um papel importante a desempenhar, nomeadamente retomando a ligação direta entre a Madeira e a Venezuela.

Miguel Albuquerque falava aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do VI Congresso Regional dos Trabalhadores Socais Democratas (TSD), que se realizou este sábado na capital madeirense, tendo aproveitado, também, para congratular-se pelo fim da greve dos estivadores, pois a situação estava a atingir um grau de “insustentabilidade absoluta” nas regiões autónomas.

“Fico muito satisfeito [com o fim da greve] e espero que estas situações não se repitam, porque põem em causa princípios fundamentais do Estado de direito e a vivência dos portugueses residentes nas ilhas”, afirmou.

O congresso dos TSD madeirenses elegeu como novo líder Gilberto Pita, que apontou como principais desafios da estrutura a expansão dos núcleos sociais e laborais, a ativação de políticas de proximidade e uma maior intervenção sindical.

Por outro lado, Miguel Albuquerque, chefe do governo e líder do PSD/Madeira, sinalizou como prioridade do partido as eleições autárquicas de 2017, onde pretende recuperar as sete câmaras municipais, num total de 11, que perdeu em 2013.

Ao nível da governação, Albuquerque assegurou que os objetivos estão a ser cumpridos, nomeadamente a recuperação da credibilidade das finanças públicas e a capacidade de financiamento direto no mercado, pelo que considera que a Região Autónoma da Madeira está a viver um “processo de recuperação da economia”.