O ministro das Relações Exteriores de Angola defendeu nesta sexta-feira a necessidade das contribuições dos Estados-membros da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), importante para o funcionamento da organização, atualmente sob liderança angolana.

Georges Chikoti, que falava sobre os preparativos da cimeira de chefes de Estado e de Governo da CIRGL, que acontece terça-feira, em Luanda, disse que essa questão vai merecer análise na reunião dos chefes das diplomacias dos Estados-membros, que antecede à reunião dos Presidentes. “Existem grandes atrasos dos Estados-membros e esta é uma questão que vai ser mais discutida ao nível de ministros, e vai naturalmente fazer um relatório aos chefes de Estado, que vão olhar para o relatório”, frisou.

Por seu turno, o secretário executivo adjunto da organização, Vicente Muanda, reiterou a necessidade de pagamento das quotas para o funcionamento do organismo de verificação e de difusão de inteligência da região. “Precisamos desse apoio financeiro para que elas sejam operacionais e funcionais e espero que consigamos discutir de forma profunda estas questões, possamos fazer recomendações claras, se essas duas instituições ainda são válidas”, avançou Vicente Muanda, citado pela rádio pública de Angola.

Relativamente à cimeira, o governante disse que os convites estão a ser distribuídos aos chefes de Estado, havendo a confirmação de um importante número de Presidentes. “A princípio começam a sua chegada a Angola na segunda-feira, dia que será dedicado à receção dos chefes de Estado, para que a cimeira possa se realizar no dia 14. Mas antes disto os ministros da Defesa vão-se reunir, no dia 11, e os ministros dos Negócios Estrangeiros, que presidem o comité de preparação, no dia 12, para então prepararem a agenda dos chefes de Estado, explicou Georges Chikoti.

Na reunião, além de outros aspetos, acontece a eleição de um novo secretário executivo, continuando Angola na liderança da organização, assumida em janeiro de 2014.