O grupo extremista radical Estado Islâmico revindicou esta segunda-feira a autoria, com uma semana de atraso, do atentado suicida com um veículo armadilhado que causou a morte a sete soldados jordanos na fronteira entre a Jordânia e a Síria.

A agência de notícias Amaq, vinculada ao grupo jihadista, informou que o “ataque suicida na base norte-americana-jordana de Rakban foi cometido por um combatente do Estado Islâmico (EI)”.

O ataque, que ocorreu no passado dia 21 de junho, foi o primeiro do tipo registado contra o exército jordano desde o início do conflito sírio em 2011. O suicida teve como alvo uma posição militar situada em frente a um campo de refugiados sírios, numa zona remota e fronteiriça de Rabkan.

Segundo indicaram as forças armadas da Jordânia na altura, as vítimas mortais eram cinco guardas fronteiriços, um efetivo da Defesa Civil e outro da Segurança Geral. Em resposta ao atentado, as autoridades jordanas comprometeram-se a manter a luta contra os terroristas e declararam a fronteira com a Síria ” zona militar fechada”.

O atentado na fronteira, ocorrido durante a madrugada, aconteceu poucas semanas depois da morte de cinco agentes dos serviços de informações da Jordânia, alvos de um ataque contra as instalações de um campo de refugiados palestiniano situado a oito quilómetros da capital do país.

A Jordânia integra a coligação militar internacional dirigida pelos Estados Unidos nas operações contra o grupo extremista Estado Islâmico que ameaçou várias vezes as autoridades jordanas.