Portugal manteve este ano a 64.ª posição no índice de Liberdade Económica no Mundo, que mede o grau de apoio à liberdade económica nas políticas e nas instituições, num total de 178 países.

Segundo o índice de Liberdade Económica – elaborado pela fundação norte-americana Heritage e o The Wall Street Journal – Portugal obteve este ano 65,1 pontos, menos 0,2 pontos do que em 2015, mas mais 2,1 pontos do que em 2012, tendo ficado no grupo dos países “moderadamente livres”.

Em relação a 44 países da Europa, Portugal ficou este ano na 30ª posição.

Os autores do estudo para o cálculo do índice destacam como sucessos notáveis a liberdade comercial e empresarial em Portugal, mas mostram-se inquietos com a gestão das finanças públicas e com liberdade laboral.

“A economia portuguesa beneficiou com as recentes reformas estruturais”, refere o estudo, adiantando que, contudo, “o setor público endividado ainda é um travão para a dinamização da economia como um todo”.

O estudo coloca, uma vez mais, Hong Kong e Singapura como os dois países com mais liberdade económica.

Seguem-se, entre as primeiras dez posições, a Nova Zelândia, Suíça, Emiratos Árabes Unidos, Maurícias, Jordânia, Irlanda, Canadá e empatados com os mesmos pontos no 10º lugar o Reino Unido e Chile.

No outro extremo da tabela, os países com menor pontuação são Angola, Zimbabué, República Centro Africana, Argélia, Argentina, Síria, Chade, Líbia, República do Congo e, em último lugar, a Venezuela.