Países de todo o mundo, liderados pelos Estados Unidos e pela Noruega, comprometeram-se hoje a desminar a Colômbia até 2021.

“Desminar é uma parte essencial da reconstrução”, defendeu o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na abertura da reunião sobre a iniciativa global para desminar a Colômbia, revelando que os Estado Unidos farão uma contribuição adicional de 36 milhões de dólares para esta causa.

Também o seu homólogo norueguês, Borge Brende, revelou que a Noruega contribuirá com 22 milhões de dólares.

No total, os donativos internacionais para desminar a Colômbia, assumidos hoje pelos vários países presentes na reunião, ultrapassam os 80 milhões de dólares, segundo fonte do Governo colombiano, citado pela agência EFE.

O Canadá disponibilizou 12 milhões de dólares, a Suíça 7 milhões, o Reino Unidos 5,2 milhões, Holanda 1,2 milhões, México 1 milhão e Espanha meio milhão de dólares.

Ao mesmo tempo, países como Chile, Argentina e Uruguai disponibilizaram especialistas e tecnologia essencial ao processo, adiantaram as autoridades colombianas em comunicado.

No encontro, o presidende da Colômbia, Juan Manuel Santos, destacou que, entre todas as atrocidades e tragédias do conflito, o problema das minas é “provavelmente o mais impressionante” e a causa “de mais sofrimento”.

A Colômbia é o segundo país com mais minas no mundo, sendo apenas superado pelo Afeganistão, e desde 1990 registou mais de 11.000 vítimas das minas.

O problema afeta 700 dos 1.100 municípios colombianos e as autoridades começaram já o processo de desminar várias dezenas de municípios.