Ginástica

O português Nuno Merino é o novo treinador da equipa nacional de trampolins dos Estados Unidos

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O antigo ginasta português, que conseguiu o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, foi escolhido para treinador principal das duas principais seleções de trampolins dos Estados Unidos.

Nuno Merino, enquanto atleta, na Taça do Mundo da Bulgária 2011

Nuno Merino/Facebook

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  • Agência Lusa
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O antigo ginasta português Nuno Merino considerou este domingo que a sua escolha para treinador principal das seleções de trampolins dos Estados Unidos é o reconhecimento do seu trabalho e da ginástica portuguesa.

“A principal razão pela qual chego aqui é pelo trabalho que tenho vindo a desenvolver desde janeiro de 2013”, disse o antigo ginasta à agência Lusa, explicando que nos últimos três anos tem treinado o clube The Matrix Gym, em Huntsville, no Alabama.

Aos 33 anos, Nuno Merino, que deixou a competição em julho de 2012, pouco antes dos Jogos Olímpicos de Londres, prepara-se agora para ser o ‘chefe’ das duas principais seleções de trampolins dos Estados Unidos.

“Tudo o que seja em cima do trampolim sou eu que vou tomar as decisões, eu sou o treinador principal, mas no fundo vai haver um triângulo de liderança”, refere, explicando que existirão outras duas figuras envolvidas no processo.

O antigo atleta considera que a sua escolha para o cargo é também um reconhecimento da qualidade da ginástica portuguesa: “Tudo o que aprendi foi em Portugal, portanto acho que isto é um reconhecimento da ginástica portuguesa. Se não fosse o sistema português, a maneira como está estruturado e os treinadores que tive e tudo isso eu não seria quem sou hoje”.

Nuno Merino, que foi sexto classificado nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, considera que o seu trabalho no clube de Huntsville foi reconhecido pela Federação de Ginástica dos Estados Unidos: “o meu trabalho tem sido notado e a federação percebeu que eu seria uma boa solução”.

O tomarense admitiu que a seleção de trampolins dos Estados Unidos ainda não está no topo mundial, mas tem muito talento para estar” e reconheceu que o seu novo desafio acarreta “uma enorme responsabilidade”.

“Eu apenas posso fazer o meu trabalho se as pessoas que lá estiverem tiverem uma mente aberta para fazer alterações, se não tiverem essa mente aberta nenhum treinador no mundo consegue fazer alterações”, referiu o antigo atleta, que em Portugal treinou um clube em Mem Martins.

Merino admitiu que a sua nova função é “um trabalho a longo prazo”, mas mostrou-se convicto de que nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 os Estados Unidos já podem ter uma boa representação. “Ninguém faz milagres de um dia para o outro, Tóquio já é só daqui a quatro anos mas, sem dúvida, que temos talento para estar bem representados”, referiu.

Merino entende que Portugal tem um sistema de formação de treinadores melhor do que o norte-americano, e admitiu que parte do seu trabalho pode, também, passar por essa vertente.

“Aqui não existe um sistema de educação como temos em Portugal (…) é a falta de conhecimento que queremos combater e isso vai ser produtivo se conseguirmos ajudar os treinadores nas deteções de talentos”, frisou, lembrando a dimensão do país a enorme dimensão da base de recrutamento.

Merino, que foi dos primeiros atletas portugueses de alta competição a interromper os estudos para se dedicar ao desporto, começou a sua formação académica na área do treino, da qual acabou por desistir, sendo formado em aviação civil.

No entanto, o novo selecionador de trampolins dos Estados Unidos, que nunca se desligou do desporto, sublinhou: “Tenho as formações da federação portuguesa e todas as que são exigidas nos Estados Unidos. Gosto de saber sempre mais, de tudo”.

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