Quase um terço das mulheres portuguesas acha que tem sintomas de depressão. É essa a conclusão de um estudo do Inquérito Social Europeu, com 30,9% a referirem sinais daquela doença. Além disso, os homens portugueses foram os que mais admitiram consumir álcool de forma excessiva semanalmente (17,5%) e também são os que mais bebem bebidas alcoólicas com uma frequência pelo menos semanal (47,5%).

O estudo do Inquérito Social Europeu tem como base entrevistas realizadas em 2014. Os valores apresentados dizem respeito às respostas dadas pelos inquiridos e, no caso das doenças, não equivalem a um diagnóstico profissional.

No mesmo inquérito, as mulheres portuguesas foram as que se queixaram mais de dores crónicas nos braços (41,9%) e nas pernas (39,3%). Entre todas as inquiridas, as portuguesas ficaram em segundo lugar entre as europeias que mais referiram que a sua saúde era condicionada por prestarem auxílio a familiares num período superior a 10 horas semanais (43,3%). À frente, só ficaram as lituanas, com uma taxa de 46,5%.

No que toca à prática de atividade física entre três a quatro dias por semana, Portugal também ocupa os piores lugares. Os homens portugueses são os que praticam menos exercício (13,1%) e as mulheres portuguesas ficaram em penúltimo (11,5%), superando apenas as irlandesas (10,5%).

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Do lado positivo, e com Portugal a aparecer em primeiro lugar, está o consumo diário de frutas e vegetais. Este é um hábito de 82,7% das mulheres portuguesas e de 76,2% dos homens portugueses.

Há ainda a salientar o facto de os homens portugueses serem aqueles que menos disseram já ter tido cancro (3,9%) ou que menos referiram já serem doentes oncológicos no momento do inquérito (1,6%). Ainda assim, esta resposta não é necessariamente positiva. Isto porque, se por um lado pode indicar um número baixo de homens com aquela doença, também pode significar uma falha no diagnóstico ou diagnóstico tardio.