O juiz do Tribunal do Trabalho que está a apreciar a legalidade do despedimento de uma advogada da Ordem dos Advogados (OA) decidiu adiar esta quinta-feira o julgamento, na sequência de uma declaração médica apresentada pela advogada que representa a OA. O mais provável é que o julgamento só seja retomado depois das eleições na OA.

O julgamento, que começou na terça-feira e tinha a sua segunda sessão marcada para esta quinta-feira, senta no banco dos réus a Ordem dos Advogados, que em 2014 demitiu uma advogada sua funcionária na sequência de um processo disciplinar. A advogada em causa, Ana Vieira da Silva, trabalhava há cerca de uma década na OA e estava a chefiar o departamento dos processos disciplinares. Foi acusada de ser negligente no trabalho e de se referir à bastonária da OA, Elina Fraga, como “alheira, por esta ser natural de Mirandela, e ao presidente do Conselho Superior, Menezes Leitão, por “porcão”.

Nesta segunda sessão, em que a OA devia chamar as suas testemunhas, a advogada que a representa apresentou um atestado médico dando conta de uma fibromialgia que está a afetar. E o juiz decidiu adiar o julgamento sine die. “Desta forma, com muita probabilidade o julgamento interposto pela Dr. Ana Vieira da Silva, funcionária despedida pela Bastonária Elina Fraga, ficará adiado para só depois das eleições na Ordem dos Advogados!”, diz a defesa de Ana Vieira da Silva, assegurada por Jerónimo Martins — também ele em campanha e candidato à OA — em comunicado.