O exército vai processar os três militares contra os quais tinha instaurado processo disciplinares, na sequência da morte de dois recrutas do 127º curso de comandos.

Em comunicado, o exército refere que, “relativamente aos processos disciplinares instaurados na sequência dos factos ocorridos durante o 127º Curso de Comandos, informa-se que foi deduzida acusação nos três processos, por violação de deveres militares”.

O Exército não concretiza quem são os militares em causa nem os deveres militares que terão sido violados. Mas, segundo o Observador pode apurar, os processos visam o diretor do curso, tenente-coronel Maia, o capitão-médico Miguel Domingues e o instrutor sargento Rodrigues.

O Exército não confirma oficialmente estes nomes. A identidade dos militares só será divulgado quando houver – e se houver – condenação. O único dado divulgado pelo Exército apontava para dois oficiais é um sargento visado nestes processos.

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Os processos disciplinares foram instaurados depois de Hugo Abreu e Dylan Araújo da Silva, ambos de 20 anos, terem morrido vítimas de golpes de calor. Integravam, como recrutas, o 127º de Comandos.

Neste momento, corre também um inquérito crime contra sete militares do mesmo curso, que já foram constituídos arguidos. Entre eles estão instrutores do curso, um dos médicos que acompanhavam a instrução e o diretor do curso. O processo está a ser conduzido no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.