Michael Sheen, estrela do filme Frost/Nixon, decidiu abandonar a carreira de ator para se dedicar, com todas as energias, a combater o que vê como a “ascensão de algo muito perigoso”: a chamada alt-right. O ator britânico, que namora com a comediante Sarah Silverman, vai também deixar Hollywood e voltar à sua terra natal no País de Gales.

“Da mesma forma que os Nazis deviam ter sido detidos na Alemanha, nos anos 30, esta coisa que está em ascensão tem de ser combatida”, afirmou Michael Sheen em entrevista ao The Times.

Reconhecendo que a mudança pode colocar em risco a relação com Sarah Silverman, Michael Sheen explica que foi a eleição de Donald Trump – que nomeou uma das figuras da alt-right, Steve Bannon, para a sua equipa – que o fez tomar a decisão de deixar tudo em nome desta causa.

“As coisas não vão estar iguais ao que estão agora daqui a 10 anos. Tudo mudou. Os dados estão, novamente, a rolar”, acrescentou o ator.

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O objetivo de Michael Sheen, de 47 anos, é voltar ao sul de Gales, de onde é natural, para começar a participar em movimentos políticos junto das populações, para sensibilizar os cidadãos para o ganho de importância das pessoas que considera “demagógicas, fascistas”.

Pessoalmente, “será uma grande mudança na forma como as pessoas se relacionam comigo”, reconheceu o ator. Mas explicou: “quando entro numa coisa, entro totalmente. E, depois, se começas a ser eficaz, as pessoas tentam esmagar-te — é perigoso”.

O Observador escreveu sobre que movimento é este — a alt right — e sobre quem são estes radicais que Donald Trump vai levar para o poder.