As aulas para a carta de condução vão passar a ter formação em primeiros socorros e na renovação da carta de condução, aos 65 anos, os automobilistas terão de fazer uma formação obrigatória. As medidas fazem parte do novo Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE2020), no entanto várias associações criticam o facto de não existir ainda nenhuma data apontada para o início da iniciativa, nem o documento referir qual o orçamento que será disponibilizado, segundo noticia o jornal Público esta segunda-feira.

A introdução da formação em primeiros socorros visa ensinar os que estão a dar os primeiros passos na condução a agir rapidamente em caso de acidente. Além desta, o PENSE2020 conta com mais 105 medidas. Outra medida presente no PENSE2020, que poderá gerar alguma polémica, é a inclusão de formações obrigatórias para condutores com 65 anos aquando da revalidação da carta.

Há, também, uma iniciativa no sentido de introduzir nos automóveis o eCall, que consiste num sistema que emite alertas para o serviços de emergências em caso de acidente. A informação é emitida de forma rápida e automática com a informação do local onde se encontra o carro.

O documento propõe também que, a partir de 2018, os automóveis novos no mercado, na União Europeia, já vão ter o sistema integrado. Com chamada direta para o número de emergência – 112 – é principal objetivo reduzir os mortos e os feridos graves nas estradas.

Bloqueadores para o álcool

Além das medidas de prevenção e cuidados em caso de acidente o documento apresentado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária sugere ainda um estudo para a inclusão de dispositivos inibidores de condução caso os condutores apresentem excesso de álcool. E como é que isto se traduz na prática? É simples: antes de iniciar a viagem, o carro irá ter um dispositivo que o vai obrigar a medir a taxa de álcool no sangue.

Caso o valor de álcool seja superior ao permito por lei, o carro é bloqueado, não permitindo que a viagem seja feita. (Em Portugal 0,5 gr/l, de álcool presente no sangue já representa infração).

No entanto todas esta medidas não têm data concreta para avançar nem têm um orçamento para a concretização das mesmas. Quem o diz é o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel João Ramos, dando ênfase ao facto da educação rodoviária ser esquecida. “Foi aprovado em 2012 um referencial de Educação para a cidadania rodoviária no ensino básico, mas o Ministério da Educação acabou com a cadeira de Educação para a Cidadania e deixou de haver lugar para abordar esta matéria.”

Pode consultar o documento do PENSE2020 aqui.