As forças iraquianas reconquistaram mais de um terço da parte oeste da cidade de Mossul (norte do Iraque) aos rebeldes do Estado Islâmico, desde o lançamento de uma ofensiva a 19 de fevereiro, indicou este domingo um alto responsável militar.

“Mais de um terço da margem direita (oeste) encontra-se sob o controlo das nossas unidades”, declarou à AFP o general Maan al-Saadi.

O ministério da Defesa iraquiano informou que três destacados líderes do Estado Islâmico (EI) morreram em bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos na zona oeste da cidade de Mossul.

Os três elementos morreram durante vários bombardeamentos da coligação contra uma sede do EI no bairro ocidental de Tamuz 17, explicou o ministério, num comunicado.

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Os três líderes mortos foram identificados como Abu Aisha, do Tadjiquistão, perito no fabrico de explosivos, Abu Mohamed al Rusi Zirauv, engenheiro perito em aviões não-tripulados originário da Rússia, e Abu Omar al Faransi, de origem tunisina, especialista em motores e antigo executivo de uma fábrica de uma conhecida marca alemã de automóveis.

Mossul, a maior cidade do norte do Iraque e principal reduto do EI no país, é dividida pelo rio Tigre.

Desde 19 de fevereiro que as forças iraquianas progridem a partir do sul de Mossul e reconquistaram muitos bairros ao EI, aproximando-se da zona velha da cidade.

Este avanço faz parte da segunda grande fase da operação lançada a 17 de outubro pelas forças iraquianas, apoiada pela coligação internacional sob comando norte-americano.

O objetivo é reconquistar a totalidade da segunda maior cidade do país, conquistada em junho de 2014 pelo grupo radical sunita numa ofensiva relâmpago, que lhes permitiu tomar posse de uma vasta parte do território iraquiano a oeste e a norte de Bagdad.

A operação conseguiu retomar a zona este da cidade no fim de janeiro, com o controlo de instalações importantes, como a sede do governo regional e o aeroporto.

No entanto, a reconquista da zona oeste, onde se concentra a maior parte da população, é considerada pelas autoridades como uma batalha mais difícil.