Comprar um carro elétrico na Europa e nos EUA em 2025 vai ser mais barato do que comprar um a gasolina, diz a Bloomberg. A culpa é dos custos envolvidos na produção das baterias, que vão cair cerca de 77% até 2030, e que têm impacto no preço final do veículo (representam cerca de 50% do custo total). A conclusão é de uma investigação da Bloomberg New Energy Finance.

“No início, estes carros vão ficar mais baratos e as pessoas vão começar a comprá-los mais quando houver uma maior paridade entre os preços”, explicou Colin McKerracher, um dos analistas envolvidos na investigação.

A Renault, que é responsável pela produção do carro elétrico Zoe, também prevê que no início de 2020 os custos totais dos carros elétricos sejam equivalentes aos dos veículos convencionais, com motores de combustão interna.

“Temos duas curvas. Uma é a da redução dos custos associados à tecnologia dos carros elétricos, porque com os avanços na tecnologia e na quantidade, os custos vão descer. A outra é a dos carros com motores de combustão interna, que vão subir como resultado das regulamentações mais rigorosas, especialmente no que diz respeito à emissão de partículas”, disse há um mês Gilles Normand, um dos responsáveis da Renault pelo desenvolvimento de carros elétricos.

A 10 de abril, o valor de mercado da Tesla — empresa de carros elétricos liderada por Elon Musk — ultrapassou o da gigante norte-americana General Motors, apesar de ter vendido apenas 76.230 carros em 2016, quando a General Motors vendeu 10 milhões e a Ford 6,7 milhões.

Sobe, sobe, Tesla sobe. A “bolha” dos carros elétricos vai estoirar?