O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, fez esta segunda-feira uma visita de três horas às tropas portuguesas em missão na coligação internacional contra o grupo Estado Islâmico, no Iraque, para agradecer o trabalho dos militares em prol da segurança comum.

Depois de passar revista às forças em parada, sob um sol de 48 graus, cerca das 16h40, (hora local, menos duas em Portugal) no campo militar Grã Capitan, Besmayah, Bagdad, o ministro da Defesa Nacional dirigiu-se em inglês a todos os militares, agradecendo o contributo para a segurança coletiva.

“Ninguém está seguro sozinho, temos de trabalhar todos juntos” a favor dos valores comuns da “democracia e direitos humanos”, afirmou Azeredo Lopes, perante os militares portugueses, espanhóis, norte-americanos e ingleses.

Dirigindo-se depois em língua portuguesa às tropas nacionais, Azeredo Lopes lembrou a morte de um militar português no Mali, na sequência de um ataque terrorista, e deixou um apelo: “não deixem de ser militares, mas não deixem de ter cuidado”, pediu.

No campo “Gran Capitan”, gerido pelos militares espanhóis, Portugal tem atualmente 30 efetivos da Brigada de Intervenção do Exército na operação Inherent Resolve, proporcionando treino e formação às forças iraquianas no campo Besmayah, Bagdad.

Até ao momento, já passaram pela base, em rotação, 150 militares portugueses, em missões de treino das forças do Iraque nas áreas de tiro, armamento, liderança e formação de formadores, visando melhorar a capacidade da Defesa e segurança do país, que perdeu parte do seu território para o EI em 2014 quando o seu exército fugiu perante o avanço dos extremistas.

O primeiro contingente nacional partiu para o Iraque em maio de 2015, depois de o Conselho Superior de Defesa Nacional ter dado parecer favorável à participação portuguesa na missão da coligação.

Os militares são rendidos a cada seis meses e a missão é de um ano, prorrogável por 5 anos.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Artur Pina Monteiro, e o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, acompanham o ministro da Defesa na visita, que durou apenas três horas e foi rodeada de fortes medidas de segurança.

A coligação internacional que combate o Daesh (acrónimo em árabe do EI) foi criada em 2014, contando com 70 membros, incluindo a Interpol, Liga Árabe, a NATO e a União Europeia. Vinte e três países contribuíram com 9 mil militares.

Desde o início da formação, cem mil elementos das forças iraquianas já receberam treino por parte da coligação anti-Daesh.