Estava a tornar-se uma questão de hábito: nos últimos três anos, a Seleção Nacional tinha chegado a cinco finais de Campeonatos da Europa. Começou por perder em Sub-19, frente à Alemanha, em 2014. Cedeu, no desempate por penáltis, com a Suécia, em Sub-21, no ano seguinte. Mas em 2016 foi uma limpeza: a equipa principal sagrou-se campeã europeia em França, no prolongamento, enquanto os Sub-17 derrotaram a Espanha na final, nas grandes penalidades. Ora, se era assim, hoje podíamos celebrar mais um título. Mas isso não aconteceu.

Portugal perdeu na final do Campeonato da Europa Sub-19 frente à Inglaterra por 2-1, em Gori (Geórgia). E, dessa forma, 11 dos miúdos que tinham ganho os Sub-17 no ano passado não conseguiram voltar a celebrar. Algum dia esta geração teria de perder e acabou por ser hoje, no jogo decisivo de uma competição onde tinha ganho a Geórgia, Rep. Checa e Holanda (pelo meio, na fase de grupos, ainda houve um empate com a Suécia).

Após uma primeira parte sem golos, mas onde os comandados de Hélio Sousa até começaram melhor, foi a Inglaterra que se adiantou no marcador por intermédio de Suliman aos 50′, numa recarga após livre de Mount ao poste. Portugal não baixou os braços e, na sequência de um auto-golo de Sterling após cruzamento de Abdu Conté, chegou mesmo ao empate seis minutos depois. No entanto, um (raríssimo) erro de João Queirós abriu alas para Lukas Nmecha fazer o golo que decidiria o encontro a pouco mais de 20 minutos do fim.

À terceira ainda não foi de vez e, depois das derrotas nas finais de 2003 (Itália) e 2014 (Alemanha), a Seleção Sub-19 voltou a perder num jogo decisivo do Europeu. É pena, mereciam mais. Mas para o ano estão de volta: é que, tirando alguns nomes como Rui Pires, Abdu Conté ou Rui Pedro, a base desta equipa poderá ainda disputar a próxima edição do Europeu, tentando dar seguimento ao título conquistado em 2016 nos Sub-17.