As lágrimas de angústia com que abandonou o tatami de Londres nos Jogos Olímpicos de 2012 deram lugar às lágrimas de alegria com que andou aos saltos no tatami do Rio de Janeiro nos Jogos Olímpicos de 2016. Pelo meio, e durante quatro anos, ganhou medalhas em Mundiais, Europeus, Grand Slams e Open Europeus, mas foi aquele bronze na maior competição desportiva que fez toda a diferença na sua carreira: a judoca tinha de subir ao pódio nos Jogos e conseguiu-o em agosto. Seguiu-se uma longa paragem… e o regresso às vitórias.

Quase um ano depois, Telma venceu o European Minsk Open na categoria -57kg, após derrotar na final a italiana Giulia Caggiano por ippon em apenas 59 segundos. Aliás, foi com essa técnica que a judoca portuguesa foi afastando rivais até ao triunfo final, como tinha acontecido com a alemã Ines Beischmidt (2.03 minutos), com a azeri Sakina Zayirova (25 segundos) e com a russa Anastasiia Konkina (3.30 minutos).

Até aqui, houve um pouco de tudo: descanso após Jogos Olímpicos, promoção do livro ‘Na Vida com Garra’, férias de sonho na Tailândia e no Cambodja, renovação de contrato com o Benfica após forte assédio do rival Sporting e uma operação ao ombro esquerdo seguida de quase seis meses de recuperação. No Rio de Janeiro, Telma gritava no tatami “Eu vim para ficar”; hoje, percebeu-se também que… voltou para ficar.

Aos 31 anos, a judoca teve um excelente teste na Bielorrússia para aquele que é o seu próximo grande objetivo: o Campeonato do Mundo, em agosto, na Hungria. E mesmo à procura da melhor forma e sem o pico com que se apresentou nos Jogos de 2016, chegou para ter um regresso em grande.

Além de Telma Monteiro, também Maria Siderot esteve em destaque na categoria de -48kg, alcançando também a medalha de ouro. A jovem judoca de 21 anos, que tem vindo a rubricar uma carreira em claro crescendo e apresenta-se como uma das maiores esperanças nacionais, começou por vencer a austríaca Mara Kraft (em pouco mais de três minutos) e a ucraniana Olena Nischeta (1.35 minutos) por ippon na fase preliminar; a alemã Katharina Menz por wazari em 4.40 minutos nas meias-finais; e a sérvia Milica Nikolic em quatro minutos no combate decisivo, também por wazari. Na mesma categoria, Joana Diogo conseguiu a medalha de bronze.