O Festival Eurovisão da Canção 2018 vai ser nos dias 8, 10 e 12 de maio, na Meo Arena, no Parque das Nações, em Lisboa, anunciou a RTP nesta terça-feira à tarde, durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, cuja organização cabe à empresa pública. Quanto ao Festival RTP da Canção, que seleciona o concorrente português, vai acontecer a 4 de março em Guimarães.

“Sabemos a responsabilidade que temos, mas a RTP cresce nestas situações. Não estamos preocupados, estamos entusiasmados”, disse Gonçalo Reis, presidente do conselho administração da RTP. “É o maior evento tecnológico e criativo que se realiza na Europa e no mundo”, classificou, por sua vez, Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP1. “É a simplicidade, o despojamento e a beleza que nos vai guiar”, acrescentou.

Já está decidido. Festival da Eurovisão 2018 vai ser em Lisboa

O Festival RTP da Canção, através do qual será escolhida a canção que representará Portugal na final eurovisiva, decorrerá no Pavilhão Multiusos de Guimarães, disseram aqueles responsáveis, adiantando que nas próximas edições o certame terá lugar em diferentes cidades portuguesas. A última vez que o Festival da Canção aconteceu fora de Lisboa foi há 35 anos, no Coliseu do Porto.

Daniel Deusdado garantiu que a estação vai dar “liberdade total aos compositores” candidatos. Nomes de apresentadores e de bandas ou artistas convidados, quer para o Festival da Canção quer para a Eurovisão, “ainda não foram escolhidos”, informou.

A conferência de imprensa, que decorreu na sede da RTP, em Lisboa, serviu também para a empresa assinar um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa. Esteve presente Fernando Medina, presidente do município, acompanhado pelo vice-presidente, Duarte Cordeiro, e Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura. Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães, também marcou presença.

O festival será “uma oportunidade” para Lisboa e para Portugal, constituindo-se como “montra do melhor que se faz” no país, destacou Fernando Medina.

Referindo-se aos “impactos económicos” do evento, o presidente da Câmara afirmou que “as receitas esperadas do setor do turismo rondam os 25 milhões de euros” e garantiu que “não serão usados recursos dos contribuintes”, mas verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico (a chamada “taxa turística”).

A autarquia vai gastar, “no máximo dos máximos, menos de cinco milhões”, assegurou Medina, estimando em 27 mil o número de turistas que acorrerão à cidade.

O festival “é uma enorme montra para Portugal, para a cidade, para o setor da música, para a indústria dos conteúdos e para a RTP, uma oportunidade para nos projetarmos a nível internacional”, vincou Gonçalo Reis.

O orçamento da RTP para a Eurovisão 2018 será conhecido até ao fim do ano, disse o mesmo responsável.

Segundo o presidente da administração da empresa, a Câmara e o Turismo de Lisboa “cobrem o grosso dos custos da parte da logística”, enquanto o Turismo de Portugal “dará uma contribuição, além do financiamento da própria Eurovisão”, detalhou.

“À RTP cabe organizar o evento. O concurso televisivo, o que não é coisa pouca, tem requisitos elevadíssimos, bastante acima dos nossos padrões habituais”, afirmou.

Fernando Medina disse de viva voz, aos jornalistas, que a Meo Arena é o local escolhido – informação avançada na segunda-feira à noite pelo Observador e alvo de enorme curiosidade nas últimas semanas. Daniel Deusdado preferiu não falar no antigo Pavilhão Atlântico e destacou, sim, a zona: o Parque das Nações.

Sobre se a RTP admitiu abrir concurso público para a escolha do espaço, Gonçalo Reis disse ao Observador que “a questão não se colocou” e que a estação pública “analisou várias hipóteses e visitou várias cidades” portuguesas antes de se decidir pela Meo Arena, propriedade do consórcio Arena Atlântico desde 2013.

O Terreiro do Paço será outro dos espaços envolvidos na operação eurovisiva, servindo de espaço de boas-vindas às delegações de mais de 40 países participantes. Durante dez dias, será ponto de encontro e recinto de festas.

A apresentadora da RTP Filomena Cautela foi cicerone da conferência de imprensa. Uma intervenção de cortesia foi feita por Jean Phillip De Tender, diretor de média da União Europeia de Radiodifusão, entidade que supervisiona a organização do evento.