Toda a gente já se deparou com trânsito nas estradas, seja devido à maior afluência nas primeiras horas da manhã ou ao final da tarde, seja por um acidente, por exemplo. Mas vamos recuar à base da questão: como é que acontecem os engarrafamentos quando não há nem acidentes, nem obras? Como é que se formam, de quem é que será a culpa?

O ABC respondeu a essa questão e recuperou o vídeo “A solução simples para o trânsito” e que explica o fenómeno. Chamam-lhe o “efeito acordeão”.

Uma das causas apontadas é a dos tempos de reação lentos e dos curtos períodos de atenção dos condutores. O tráfego é depois agravado quando não existe uma distância de segurança suficiente. Isto porque quando essa distância não é respeitada obriga a que um carro tenha de travar a fundo se o carro da frente também travar – e por aí sucessivamente (“efeito acordeão”), estendendo-se aos carros que seguem atrás.

Pelo contrário, se essa distância fosse respeitada, daria tempo para que o carro não travasse demasiado, evitando também que os que seguem atrás também fossem obrigados a travar. Para além disso, a descoordenação dos condutores quando estão a fazer manobras de cruzamento ou interseções de vias também faz com que o engarrafamento aconteça mais facilmente, já que obriga um veículo a travar e a parar.

Ou seja, um maior tráfego é resultado de uma relação desproporcional de um grande número de interseções aliado à descoordenação dos condutores nessas mesmas manobras.

Na teoria, o trânsito devia ser praticamente inexistente nas vias rápidas e autoestradas, já que, supostamente, não haveria momentos de paragem. Ora, tal não acontece. O vídeo mostra o exemplo de uma galinha a atravessar uma estada, o que obriga a um condutor a travar. O condutor de trás não se apercebe a tempo e trava mais do que é suposto. Isto vai obrigar a que os carros que sigam atrás façam o mesmo, até chegar o momento em que um condutor se vê a parar por completo.

Outros exemplos incluem uma mudança de via mal executada que obrigue à travagem de um condutor – o que leva, logicamente, a outra travagem em série para os condutores que sigam atrás. Outro clássico exemplo é a curiosidade dos automobilistas quando há acidentes nas autoestradas e que reduzem a velocidade para ver melhor aquilo que se passa.

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