A coligação liderada por Mauricio Macri, atual presidente da Argentina, venceu as eleições deste domingo e tornou-se o principal partido do país. As vitórias nos cinco principais distritos argentinos colocam Macri numa posição de poder inédita desde 1985 – a última vez que um presidente, Raúl Alfonsín, conseguiu um número de votos tão arrasador numas legislativas.

A coligação Cambiemos venceu, inclusivamente, na província de Buenos Aires, onde se apresentava a ex-presidente Cristina Kirchner. A comunicação social argentina, citada pelo El País, garante que a pesada derrota eleitoral deste domingo é o princípio do fim da carreira política de Kirchner.

Na sede de campanha de Macri, a festa rebentou mal surgiram as primeiras sondagens, com cânticos e gritos que diziam “não voltam mais”, numa alusão tanto a Cristina Kirchner, como ao peronismo, orientação política seguida pelo Unidad Ciudadana, partido da ex-presidente. A grande derrotada da noite, porém, não interpretou os resultados como uma derrota. “A Unidad Ciudadana teve mais votos nestas eleições do que nas anteriores. Fomos capazes de crescer e de enfrentar a maior concentração de poder desde que há memória”, atirou Kirchner, para depois garantir que “a Unidad Ciudadana emerge como a oposição mais firme a este governo. Será a base da construção de uma alternativa a este governo. Aqui não acaba nada, hoje começa tudo”. A ex-presidente reforçou a confiança dos eleitores e enviou uma mensagem aos críticos dentro do peronismo, garantindo que não vai a lado nenhum.

O reeleito Mauricio Macri foi o último a falar, para dizer que “hoje ganhou a certeza de que podemos mudar a história para sempre. Queremos conseguir algo grande, um país decidido a fazer as coisas bem.”

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Isto é só o princípio, estamos a começar a transformar a Argentina. O sonho partilhado é tirar todos os argentinos da pobreza. Somos a geração que está a mudar a história. Nós, argentinos, somos imparáveis”, gritou Macri, para uma multidão exultante.

Mauricio Macri foi eleito presidente da Argentina pela primeira vez em 2015. Na altura, venceu pela margem mínima. Agora, tem a maior concentração de poder desde 1985.