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Foi hoje apresentado o Plano de Melhoria da Qualidade do Ar da Região de Lisboa e Vale do Tejo, que terá agora de ser aprovado pelo Governo para ser implementado até 2020.

Entre as medidas previstas no documento, destaque não só para um reforço da fiscalização, mas também para o alargamento das Zonas de Emissão Reduzida (ZER) em Lisboa, o que significa que a proibição de carros antigos circularem em determinadas áreas da capital deverá passar a abranger mais zonas. Segundo o dirigente da associação Zero e especialista em qualidade do ar Francisco Ferreira, da Universidade Nova, a quem coube apresentar o Plano, este ano “vai continuar a ser problemático na ultrapassagem dos limites anuais” de emissões permitidos. Razão pela qual o especialista defende um reforço da exigência associada às ZER. “Neste momento, permitimos que veículos com até 17 anos possam circular na zona mais crítica, na área da Avenida da Liberdade e periferia. Precisamos de reforçar esta exigência”, declarou, acrescentando que “é bom que as pessoas saibam que a sua esperança de vida é reduzida em cinco/seis meses se viverem ou trabalharem na Avenida da Liberdade”.

O documento hoje apresentado na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo sugere ainda a adopção de interdições excepcionais em situações excepcionais, ou seja, sempre que se antecipem episódios de poluição atmosférica, haverá um conjunto de medidas SOS para lhes fazer face. À semelhança, aliás, do que já acontece noutras cidades europeias, como Paris, Madrid ou Barcelona. Neste caso, a resposta poderá passar por um esquema de circulação de matrículas alternadas, ou pela redução (total ou parcial) das tarifas cobradas no sistema de transportes colectivos.

A regulação da circulação de veículos afectos à animação turística em Lisboa, os conhecidos ‘tuk tuk’, é outro dos âmbitos em que o plano sugere acção, a par da promoção da utilização de veículos eléctricos, em especial nas frotas da administração pública.

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