As receitas públicas de Macau subiram 14,5% até setembro, em termos anuais homólogos, em linha com o aumento da verba arrecadada com os impostos diretos cobrados sobre a indústria do jogo, indicam dados oficiais divulgados esta quarta-feira.

De acordo com dados provisórios disponíveis no portal da Direção dos Serviços de Finanças, a Administração de Macau fechou os primeiros nove meses do ano com receitas totais de 84.889 milhões de patacas (8.980 milhões de euros), valor que traduz uma execução de 93,4%.

Os impostos diretos sobre o jogo – 35% sobre as receitas brutas dos casinos – foram de 68.641 milhões de patacas (7.262 milhões de euros), refletindo um aumento de 17,5% relativamente ao mesmo período do ano passado e uma execução de 95,5% face ao orçamento autorizado para 2017.

A importância do jogo reflete-se no peso que detém no orçamento: 80,8% nas receitas totais, 81,03% nas correntes e 92,7% nas derivadas dos impostos diretos.

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Já as despesas cifraram-se em 49.944 milhões de patacas (5.283 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, menos 4,9% em termos anuais homólogos, estando cumpridas em 58,6%.

Nesta rubrica destacaram-se os gastos ao abrigo do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) que alcançaram 8.131 milhões de patacas (860,3 milhões de euros), traduzindo um aumento de 167,3% e uma execução de 53,3%.

Entre receitas e despesas, a Administração de Macau acumulava até setembro um saldo positivo de 34.945 milhões de patacas (3.697 milhões de euros), um aumento de 61,9% em relação aos primeiros nove meses de 2016.

A almofada financeira excede em muito o previsto para todo o ano, 5.567 milhões de patacas (656,8 milhões de euros ao câmbio da altura). A taxa de execução corresponde já a 627,6% do orçamentado.