Coreia do Norte

‘Míssil’ de gelo foi estrela da festa de passagem de ano em Pyongyang

Imagens divulgadas pelos meios de comunicação estatais mostram vários norte-coreanos na rua a posar para fotografias em frente a várias esculturas em gelo representando elementos bélicos.

Vários norte-coreanos tiraram fotografias com o 'míssil' de gelo durante as comemorações do ano novo em Pyongyang

AFP/Getty Images

Um ‘míssil’ em gelo foi uma das principais atrações nas celebrações de ano novo na capital da Coreia do Norte, Pyongyang. Imagens divulgadas pelos meios de comunicação estatais mostram vários norte-coreanos na rua a posar para fotografias em frente a várias esculturas em gelo representando, além do grande míssil, um tanque de guerra e outros elementos bélicos, mas também outros símbolos norte-coreanos, como um trator e um barco de pesca.

Uma das esculturas de gelo exibidas nas comemorações representava um tanque de guerra (KIM WON-JIN/AFP/Getty Images)

De acordo com as autoridades norte-coreanas, o míssil representado na escultura de gelo será um Hwasong-15, um míssil balístico intercontinental que a Coreia do Norte desenvolveu recentemente e que diz ser capaz de alcançar “todo o território dos Estados Unidos”. Trata-se de um míssil muito mais avançado tecnologicamente do que os anteriores e significativamente maior do que o Hwasong-14, que até novembro do ano passado era o mais potente do regime de Kim Jong-un.

O míssil em causa foi testado pela primeira vez em novembro de 2017. Na altura, vários especialistas disseram acreditar que o engenho seria capaz de atingir alvos a 13 mil quilómetros de distância, o suficiente para chegar a Washington. No teste de novembro, o míssil viajou 950 quilómetros antes de se despenhar no oceano, perto do Japão. Estima-se que deste teste o míssil saiu da atmosfera terrestre e começou a desintegrar-se quando tornou a entrar.

As imagens do ‘míssil’ de gelo foram divulgadas depois do discurso de ano novo de Kim Jong-un, em que o líder norte-coreano revelou que a Coreia do Norte tinha completado o programa nuclear, pelo que as armas nucleares são agora uma realidade e não uma “chantagem”. “O botão nuclear continua na minha secretária. Não se trata de uma chantagem, mas da realidade”, disse o líder norte-coreano.

No mesmo discurso, Kim Jong-un mostrou abertura para negociações com a Coreia do Sul relativamente à presença de uma delegação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de inverno em PyeongChang (Coreia do Sul), que vão decorrer entre 9 e 25 de fevereiro.

No dia seguinte, o ministro sul-coreano para a unificação sugeriu publicamente que os dois países possam sentar-se à mesa numa ronda negocial de alto-nível a 9 de janeiro. “Esperemos que Sul e Norte se possam sentar, frente a frente, para debater a participação da Coreia do Norte nos jogos de PyeongChang, tal como outras questões de interesse mútuo para melhorar as relações intercoreanas”, disse o ministro Cho Myoung-gyon.

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