Certamente já andou pela casa à procura do outro chinelo, o que faz par com aquele que tem calçado e que, por qualquer motivo – desde o cão o ter levado na boca ou um chuto o ter atirado para debaixo do sofá –, desapareceu ou está simplesmente “estacionado” fora do sítio. Ora, foi exactamente para colocar um ponto final nesta “calamidade” dos chinelos desalinhados que a Nissan adaptou o seu Propilot Park ao calçado. E, já que estava com o pé no chinelo, aplicou o mesmo princípio às almofadas, comandos de televisão e a tudo o mais que teima em ficar desarrumado.

O sistema de parqueamento automático de chinelos foi baptizado Propilot Park Ryokan, sendo este um hotel tradicional japonês e o mais antigo do mundo, fundado no século VIII antes de Cristo. Eventualmente aborrecidos pelo facto de os clientes não arrumarem milimetricamente os chinelos, as almofadas e tudo o mais, os homens do Ryokan recorreram à Nissan, que prontamente adaptou a sua tecnologia autónoma ao calçado e às cadeiras, que no Ryokan são trocadas pelas almofadas. E tudo corre às mil maravilhas, bastando aos funcionários pressionarem um botão – e daí o paralelismo com o novo Leaf –, para tudo o que está fora do sítio ganhar vida e dirigir-se para o seu devido lugar. Automaticamente.

A Nissan não dá grandes pormenores sobre a forma como o Propilot Park Ryokan funciona, mas deixa ver que, sob os chinelos, existem umas rodinhas, como que para explicar a mobilidade do calçado.

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Depois de ver o curioso filme, e na esperança que as rodinhas desapareçam antes que alguém calce de novo os chinelos, para evitar um trambolhão quase certo, vemo-nos obrigados a registar aqui a nossa opinião: é muito giro, mas não passa de uma animação, com objectos que são movidos, fotograma a fotograma, para dar a sensação de movimento. Aproveite a caixa de comentários para dar a sua opinião, sabendo que o Propilot Park Ryokan obrigaria à inclusão nos chinelos, almofadas e comandos de TV de uma série de sensores, actuadores, motores e sistemas de processamento demasiado volumosos para caber dentro de objectos tão pequenos. É claro que tudo é possível, mas implicaria o investimento de milhões, apenas fazer um vídeo, pois dificilmente esta solução poderia aspirar a uma carreira comercial fulgurante.