Cinco décadas de vida é um bom pretexto para conhecer Felipe VI, rei de Espanha. Depois das fotos e vídeos partilhados este fim de semana, do quotidiano do rei enquanto pai e homem de família, o jornal El Espanol lembra que para conhecer o Rei de Espanha é mesmo preciso falar com as pessoas que o rodeiam. E todas, sem exceção, elogiam sua alteza real.

Aos 50 anos, Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y Grecia é o resultado de muitas experiências que fizeram dele o homem que é, com algumas curiosidades pelo meio. Nasceu no dia 30 de janeiro de 1968, em Madrid, o primeiro filho de Sofía e Juan Carlos.

O primeiro ato oficial a que Felipe VI assistiu, na altura com apenas três anos, foi a inauguração de aviões Canadair CL 125 em Barajas, Madrid, comprados pelo governo para ajudar no combate aos incêndios. Aos sete anos, em 1975, assiste à proclamação do pai, Juan Carlos, como rei de Espanha.

Veja o vídeo e descubra as diferenças entre as imagens de Felipe VI e Juan Carlos na intimidade:

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O primeiro discurso oficial fê-lo aos 13 anos, no dia 3 de outubro de 1981, no Teatro Campoamor, em Oviedo, para inaugurar os prémios Príncipe das Astúrias.

A sua primeira mensagem de Natal oficial, dirigida a todos os espanhóis, não aconteceu em 2014, ano em que se tornou rei, mas sim em 1975, quando o pai, na altura rei, Juan Carlos, decidiu felicitar os espanhóis com uma mensagem que contou com a presença de toda a família.

Em 1983 fez a primeira viagem oficial, à Colômbia, para assinalar os 450 anos da Cartagena de Índias. Dois anos depois, no dia 11 de outubro de 1985, fez o juramento de bandeira no mesmo sítio onde o tinha feito também o seu pai, 30 anos antes. Já a primeira visita oficial à Catalunha teve lugar em 1990.

De príncipe a rei

“Se te preparas desde pequeno estás habituado à ideia de vir a ser rei, um dia”, disse Felipe VI à ABC, numa entrevista que concedeu ao canal quando tinha apenas 15 anos.

Para entrar na universidade, mais especificamente a Universidad Autónoma de Madrid, escolheu o curso de Direito, licenciatura que terminou com uma média de 15 valores. Depois fez um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, onde podia “manter de alguma maneira a vida privada e ter possibilidade de sair de casa e passar despercebido”, avança o El Espanol.

Mais tarde, tornou-se comandante dos Exércitos da Terra e do Ar e Capitão de Corveta na Armada (designação atribuída em Espanha que abrange a totalidade das Forças Armadas).

Além de falar castelhano, o rei fala outras cinco línguas: alemão, inglês, francês, euskera (o idioma do país basco) e catalão. Em casa da família inglês é, aliás, um hábito, língua que o rei domina e que quer que as filhas aprendam também desde cedo, tal como a mãe fazia com ele.

No dia 1 de junho de 2014, o príncipe estava em El Salvador, onde assistiu à tomada de posse de Salvador Sánchez Carén, o atual presidente, quando teve de abandonar as cerimónias. No dia seguinte, o pai, rei Juan Carlos, anunciava que abdicava do trono. No dia 14 de junho, Felipe VI foi proclamado rei de Espanha.

Interesses? Muitos

Competitivo por natureza, é apaixonado por desporto, música e relógios. O El Espanol acrescenta que, em desportos como vela, é frequente Felipe acusar o pai e quem com ele compete de copiar as sua manobras.

Além da desporto, aquilo que não dispensa no seu dia-a-dia são relógios. Conta com uma extensa coleção de relógios, de vários géneros. No que toca à música, gosta de clássica, especialmente Bach, e também música pop rock, desde Pink Floyd e Van Morrison, de Springsteen a Alejandro Sanz.

Um dos grandes interesses do rei passa pela astronomia, gosto incutido pela mãe, Sofía de Borbon, que levou o filho ao observatório de Madrid quando Felipe tinha apenas 11 anos. É público a sua paixão por animais, mais precisamente cães, que teve desde que era pequeno e até ter casado com Letizia Ortiz.

Viajar é outra das coisas que apaixona o rei. Em agosto de 1998, Felipe cumpriu um dos seus maiores sonhos: conhecer as ilhas Galápagos, no Equador.

O amor (que não chegou só com Letizia)

Antes de casar com Letizia Ortiz, em 2004, o rei teve outras namoradas. O jornal El Espanol recorda que Victoria Carvajar y Hoyos foi uma das primeiras, curiosamente, estudante de jornalismo, a mesma profissão de Letizia. Outras das namoradas do rei foram Isabel Sartorius, Gigi Howard e Eva Sannum.

Em outubro de 2002, o ainda príncipe foi a casa de um jornalista, Pedro Erquicia, onde conheceu Letizia Ortiz. O romance que se seguiu é do conhecimento público e dura até hoje. Fruto do casamento nasceram a infanta Leonor (em 2005) e a infanta Sofia (em 2007).