Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Em 2016, as forças da autoridade de Los Angeles, na Califórnia, optaram por adquirir uma frota de veículos eléctricos, de forma a conseguir realizar o seu trabalho dentro das zonas urbanas, com um menor impacto para o ambiente. A medida foi muito aplaudida na altura, ou não fosse este Estado americano o líder na procura por modelos mais amigos do ar que se respira. Mas os que se congratularam então, são hoje os mesmos que criticam o facto de os i3 estarem abandonados.

O tema foi tornado público através de uma investigação de uma cadeia de televisão associada da CBS que, com recurso a câmaras escondidas, provou que os veículos passam o tempo parados, num dos parques da polícia local, em vez de patrulharem as ruas na zona mais central da cidade. No limite, os agentes usam-nos para pequenas deslocações, quase sempre particulares. Os jornalistas confirmaram mesmo que a maioria dos i3 não percorreu mais de 4.000 milhas e alguns nem atingiram as 600 milhas, ao fim de mais de um ano de “árduo” serviço policial.

Assim que o caso se tornou público, estalou o verniz, tanto mais que não faltou quem exigisse uma explicação cabal para um tão mau aproveitamento de recursos e dos impostos dos contribuintes, uma vez que a frota implicou um investimento de 10,2 milhões de dólares. Confrontado com a situação, o chefe da polícia, Jorge Villegas, prometeu analisar a situação, mas sempre foi avançando que a LAPD é toda a favor do ambiente e da saúde dos habitantes da cidade, estando mesmo a pensar adquirir mais veículos movidos a electricidade. Só não disse com que objectivo, o que esteve longe de tranquilizar os repórteres da CBS. E os contribuintes.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR