As autoridades da Guiana anunciaram hoje um reforço de militares na sua fronteira com a Venezuela, onde os venezuelanos estão a trocar armas por alimentos e outros bens essenciais e depois de relatos de situações de violência.

O anúncio do reforço, que será concretizado nas próximas 72 horas, foi feito pela “Guyana Defense Force” (Força de Defesa da Guiana), detalhando que incluirá a criação de uma base para coordenação de patrulhamento fronteiriço e ações de combate à violência na fronteira entre os dois países.

“Será maior e mais constante, a partir de agora, a presença de tropas”, explicou o ministro de Estado da Guiana, Joseph Harmon, precisando que têm ocorrido situações de violência e inclusive “decapitações”.

O ministro adiantou que informações dos serviços secretos da Guiana dão conta de “problemas de segurança, na fronteira, devido à situação (crise) na Venezuela”.

O chefe de uma das regiões militares da Guiana, Brentnol Ashley, explicou que há informações sobre a “troca de armas por alimentos e por produtos que são escassos na Venezuela.

Um comunicado da Presidência da Guiana explica que o reforço de militares na fronteira tem como propósito “neutralizar” atividades ilegais e “estabelecer um sistema de vigilância de 24 horas” por dia, para chegar a “segurança máxima”.

O anúncio da Guiana tem lugar depois de a Colômbia e o Brasil terem já enviado também eles tropas para as fronteiras com a vizinha Venezuela e reforçarem os controlos de entrada naqueles países, devido ao êxodo de venezuelanos que fogem da crise no seu país.

De momento não há dados oficiais de venezuelanos que saíram das Venezuela e se radicaram, legal ou ilegalmente, naqueles países vizinhos.

A imprensa local dá conta de que centenas de milhares de venezuelanas refugiaram-se em Cúcuta, no nordeste da Colômbia e em Roraima, norte do Brasil.