Tem sido isto. E isto foi uma vez mais no relvado de Portimão. A pressão é intensa (Sérgio Oliveira e Herrera são autênticos “roedores” de calcanhares) desde o primeiro sopro do árbitro no apito, a procura pela baliza (quase sempre a explorar a profundidade e o vazio que há atrás dos laterais ou dos centrais) do adversário intensa também, quase asfixiante. Enquanto não surgir o primeiro golo, os portistas não sossegam e desassossegam a defesa contrária.

Logo ao minuto cinco, Maxi consegue, esforçado e com a pontinha de sorte que premeia o esforço, romper pela direita depois de assistido por Marega, entra na grande área e cruza recuado. Soares preparava-se para desviar para o primeiro da noite mas Hackman, no derradeiro instante, opõe-se bem e corta.

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Portimonense-Porto, 1-5

Estádio Municipal de Portimão

Liga NOS 2017/18, Jornada 24

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Portimonense: Ricardo Ferreira; Hackman, Lucas, Felipe e Ruben Fernandes; Ewerton, Dener (Wellington Carvalho, 46’) e Pedro Sá (Marcel, 68’); Tabata, Fabrício (Pires, 83’) e Nakajima

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Suplentes não utilizados: Carlos, Ryuki, Wilson Manafá e Rafa Soares

Treinador: Vítor Oliveira

Porto: Casillas; Maxi, Felipe, Marcano e Dalot; Sérgio Oliveira, Herrera (Óliver Torres, 52’), Otávio e Brahimi; Marega (Hernâni, 69’) e Soares (Waris, 71’)

Suplentes não utilizados: José Sá, Gonçalo Paciência, André André e Reyes

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Marega (10’; 44’), Otávio (16’), Soares (59’), Brahimi (66’) e Lucas (92′)

Ação disciplinar: Fabrício (48′)

Os da casa responderam: ao minuto nove, livre à esquerda, Nakajima cruza para o poste mais distante, Lucas salta mais alto e cabeceia. Casillas defende à primeira. Na recarga, Fabrício volta a rematar e Cassilas volta a defender à segunda.

Um minuto volvido, Otávio encontra Soares à esquerda, isola-o num passe longo e a rasgar, o brasileiro avançou para a grande área, cruzou e Marega desvia, sozinho, para o primeiro. O maliano, com 18 golos, é o goleador-mor dos portistas. Apontou três golos nos últimos cinco jogos.

Feito o primeiro, o segundo não tardaria. O minuto era o 16 em Portimão. Brahimi, à esquerda, isola Marega na grande área, o maliano cruza para o poste contrário e Otávio surge sem oposição da defesa a rematar de primeira. Golo – e Ricardo Ferreira nada podia fazer para o evitar.

Os portistas chegaram, assim, ao golo 100 na temporada. Há já 31 anos que não o conseguiam em tão poucos encontros disputados. Agora bastaram 40; antes, 39. Otávio estreia-se a marcar.

O Portimonese responderia. E tentou, não uma, não duas, não três, mas quatro vezes chegar ao golo. Ao minuto 21, Rúben Fernandes desmarca Nakajima nas costas da defesa portista e o japonês remata já na grande área. Acerta na malha lateral da baliza. Ao 32, contra-ataque do Portimonense, conduz a bola Nakajima (que talento é o japonês!) até perto da grande área, encontra Tabata à direita e este rematou de pronto. Casillas encaixa. Ao 34, o médio Dener remata, ainda longe da área mas forte. Casillas segurou à segunda. Por fim, ao 39, novamente o Portimonense a rematar, novamente de fora da grande área. Fabrício rematou mais em jeito do que em força e Casillas, atento, defendeu.

Ameaçavam os da casa, consumaria o Porto quando só faltava jogar um minuto para o descanso: à direita, Maxi Pereira cruzou, Marega surge sozinho na grande área e, rematando de primeira, chega ao segundo e o Porto terceiro. É a sexta vez que Marega faz dois golos num jogo.

O afoito Portimonense quebrou com aquele golo de Marega e regressaram do balneário ao intervalo camisolas alvinegra e nada mais.

Aos portistas bastaria gerir o resultado e o cansaço – até porque na sexta-feira há clássico no Dragão com o Sporting. Mas o Porto de Conceição não está cá para gerir; é insaciável e mete medo. Ao minuto 59, cruzamento do petiz Diogo Dalot à esquerda, Soares eleva-se mais alto do que o central Felipe Macedo na grande área e cabeceia, colocado, para o quarto golo. É o oitavo do brasileiro nas últimas partidas que disputou.

Sem temores, na estreia, e mesmo jogando na lateral esquerda sendo ele é por hábito da oposta, Dalot voltaria a assistir ao minuto 66. Cruzou, o cruzamento ressalta em Hackman e Brahimi, ao primeiro poste, desvia para o quinto e último.

Último do Porto, claro. No último de dois minutos de tempo extra, livre de Tabata à direita, Lucas surge na grande área a cabecear e os de Portimão reduzem – o golo até faz justiça à sua primeira parte aguerrida mas estranha-se numa segunda sem qualquer oportunidade com perigo que assustasse Casillas.