Os médicos anunciaram esta quarta-feira que vão fazer greve durante três dias no próximo mês. De acordo com a SIC Notícias, a greve está marcada para os dias 8, 9 e 10 de maio.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e Sindicato Independente dos Médicos (SIM) chegaram a um acordo para fazer uma greve conjunta em maio. Em declarações ao canal de televisão, o dirigente sindical Jorge Roque da Cunha considera que o ministro das Finanças está a “brincar com os sentimentos dos mais fracos” ao considerar “normal que uma pessoa espere dois anos, dois anos e meio, por uma consulta e mesmo assim acha que salva o SNS”.

Por estas razões, afirmou o dirigente, e “dada a incompetência que este ministério tem tido no processo negocial, já que não apresenta qualquer contraproposta”, o Sindicato Independente dos Médicos vai propor ao ministro das Finanças, Mário Centeno, e ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, “que se sentem à mesa negocial de forma a evitar uma greve” no mês de maio.

A FNAM tinha inicialmente previstos três dias de greve para abril — a 10, 11  e 12 –, mas, segundo o dirigente João Proença, os dois sindicatos decidiram convergir e agendar uma paralisação conjunta de três dias para maio.

Entre as reivindicações dos sindicatos, e de acordo com o que a Lusa noticiou em março — altura em que foi convocada a paralisação –, tem estado a redução da lista de utentes por médico de família e a diminuição de 18 para 12 horas semanais de serviço de urgência obrigatório. Na altura, o bastonário da Ordem dos Médicos considerou que os profissionais têm cada vez mais razões para fazer greve e estimou uma forte adesão à paralisação prevista para maio.