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O Campeonato voltou a Alvalade e só se falou do Bruno (a crónica do Sporting-Boavista)

Este artigo tem mais de 3 anos

Sporting andou a jogar preso por arames, mas houve sempre um fio que juntou todas as pontas e que foi decisivo para a vitória frente ao Boavista por 1-0, no quinto triunfo consecutivo pós-Madrid.

Bruno Fernandes, Gelson Martins e Bas Dost: o triunfo que continua a fazer a diferença no ataque do Sporting
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Bruno Fernandes, Gelson Martins e Bas Dost: o triunfo que continua a fazer a diferença no ataque do Sporting

AFP/Getty Images

Bruno Fernandes, Gelson Martins e Bas Dost: o triunfo que continua a fazer a diferença no ataque do Sporting

AFP/Getty Images

Por norma, a grande exibição de um jogador costuma ser premiada no decorrer da segunda parte, seja depois de uma grande jogada, seja no momento em que é substituído para a ovação de pé. Mas há jogadores e jogadores e, no caso do Sporting, há um que ganhou o estatuto de jogador à parte: Bruno Fernandes. E antes do intervalo isso já era percetível: após um fantástico toque de bola por entre as pernas de Idris no início de uma transição, o médio teve Alvalade a aplaudir em uníssono a sua exibição quando se deslocou ao lado direito para bater o canto (40′).

Sporting vence Boavista por 1-0 com golo de Dost e soma quinta vitória consecutiva

É percetível que este Sporting está espremido, espremido, espremido ao limite que nem uma laranja, mas aparecem sempre uns pinguinhos de sumo quando a bola chega aos pés do internacional português. Uns pinguinhos que, juntos, foram muitos. Demasiados até para um Boavista que se apresentou em Lisboa disposto a discutir o jogo pelo jogo para quebrar em definitivo a irregularidade de rendimento entre as partidas no Bessa e como visitante. Não que o futebol dos leões tenha sido sempre mecânico, mas depois de andar a jogar sempre durante a semana e ao fim de semana desde janeiro, e com 120 minutos de uma meia-final da Taça com o FC Porto nas pernas, teve a dinâmica mais do que suficiente para somar mais um triunfo, o quinto seguido após Madrid.

Ficha de jogo

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Sporting-Boavista, 1-0

31.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

Sporting: Rui Patrício; Ristovski, Coates, Mathieu (Petrovic, 46′), Fábio Coentrão (Lumor, 90+3′); Battaglia, Bruno Fernandes; Gelson Martins, Bryan Ruíz, Acuña (Misic, 77′) e Bas Dost

Suplentes não utilizados: Salin, Rúben Ribeiro, Montero e Doumbia

Treinador: Jorge Jesus

Boavista: Vagner; Carraça, Rossi, Robson, Talocha (Vítor Bruno, 86′); Idris, Fábio Espinho (Rui Pedro, 81′); Renato Santos, Rochinha, Mateus (Tahar, 66′) e Yusupha

Suplentes não utilizados: Assis, Kuca, Edu Machado e Tiago Mesquita

Treinador: Jorge Simão

Golos: Bas Dost (26′, g.p.)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Bryan Ruíz (24′), Rossi (45′), Idris (54′), Rochinha (68′), Renato Santos (70′) e Fábio Espinho (70′)

E se é certo que o jogo não correu da melhor forma no plano ofensivo para os axadrezados, há um elogio que deve ser feito às panteras: foi lá, quando ainda era um miúdo de cabelo comprido e andar gingão, que Bruno Fernandes começou a dar nas vistas para o futebol, antes de rumar aos italianos do Novara. Tanto que, percebendo a capacidade criativa e de fazer mexer a equipa nas ações atacantes, Jorge Jesus voltou a optar pela colocação de Bryan Ruíz na posição de ‘8’ à frente de Battaglia, soltando o médio ofensivo para terrenos mais adiantados. Com ele, Gelson Martins joga mais, Acuña aparece melhor e Bas Dost faz o costume: marca e decide jogos. Por isso, e no regresso do Sporting a Alvalade em jogos do Campeonato após o 2-0 frente ao P. Ferreira que foi falado por tudo menos pelo jogo e resultado em si, a notícia voltou a ser Bruno. Desta vez, o número 8 e não o presidente verde e branco, que depois de ter regressado ao banco no clássico com os dragões sem qualquer manifestação contra como aconteceu nesse jogo, deslocou-se este domingo a Saragoça para acompanhar a final da UEFA Futsal Cup. Aquilo que parecia ser uma grande tempestade em Alvalade é algo que poucos sequer se recordam que existiu…

Foi dos pés do antigo jogador da Udinese e da Sampdória que saiu o primeiro remate com relativo perigo mas, de ângulo apertado, o máximo que Bruno Fernandes conseguiu foi ganhar um canto, depois da defesa de Vagner (14′). O Boavista, que somava por derrotas as oito deslocações ao novo estádio José Alvalade, mostrava uma organização interessante em termos de transição defensiva e bons movimentos nas saídas rápidas, sem que com isso criasse perigo para a baliza de Rui Patrício. No entanto, esse aparente equilíbrio acabou por ser desfeito a meio da primeira parte, quando o VAR alertou Fábio Veríssimo para uma mão de Robson na área após cruzamento de Bruno Fernandes descaído sobre a direita (a jogada prosseguiu e só muitos segundos depois foi assinalado). O resto da história foi uma repetição do filme do costume: Dost voltou a não perdoar da marca dos 11 metros (26′).

O golo foi o desbloqueador para o melhor Sporting no encontro, de tal forma que, se não fosse Vagner, tudo poderia estar resolvido ao intervalo: primeiro foi Bas Dost, a rematar cruzado na área após assistência de cabeça de Bruno Fernandes (35′); depois foi Ristovski, num tiro na passada no seguimento de uma jogada iniciada e conduzida de uma área à outra por Bruno Fernandes (40′); por fim, foi Gelson Martins que, numa jogada individual à entrada da área, rematou colocado para nova intervenção do brasileiro (43′). E Bruno Fernades, onde estava neste lance? A dar linha de passe ao extremo, que se tivesse assistido o companheiro deixaria o número 8 isolado…

A segunda parte começou na mesma toada, com a dinâmica ofensiva do Sporting não só a causar problemas à defesa do Boavista mas também a impedir que os axadrezados conseguissem sair com qualidade na frente. O duelo entre Gelson Martins e Vagner continuou aceso e sempre com vantagem para o guarda-redes brasileiro, sobretudo aos 57′ quando, após mais um passe fantástico em profundidade de Bruno Fernandes, conseguiu sair da baliza e cortar a bola numa situação em que o extremo iria ficar isolado e com todas as condições para “matar” o encontro.

O Sporting esteve cerca de 40 minutos a rondar a baliza do Boavista; depois, fechou a loja. Não que os visitantes tenham criado perigo (um remate de Talocha, por cima, foi o único lance de registo numa noite em que Rui Patrício foi um mero espetador e não teve sequer de fazer uma defesa), mas porque os comandados de Jorge Jesus deram o estoiro completo em termos físicos, a começar exatamente por Bruno Fernandes. Gelson Martins ainda tentou dar profundidade aos leões, mas muitas vezes a cabeça pensava uma coisa e as pernas faziam outra, como se viu a dois minutos do final quando o médio ofensivo surgiu em boa posição, acabou por embrulhar-se em fintas e nem rematou nem fez a assistência para Bas Dost. A reação imediata foi um “aaaahhhhh” de quem não gostou da decisão; a seguir, ouviram-se palmas. Para quem joga assim, qualquer erro consegue ser perdoado.

No final, Jorge Jesus admitiu que a equipa nem sequer de início estava “fresquinha” mas partilhou parte da conversa no balneário ao intervalo, quando alguns jogadores já pediam descanso: “Se é para morrer, morremos em campo”. Foi com este espírito que o Sporting somou a quinta vitória consecutiva contabilizando Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa (P. Ferreira, Atl. Madrid, Belenenses, FC Porto e Boavista). E é com este espírito que tentará manter-se encostado ao FC Porto e ao Benfica até ao final da época, antes da final da Taça no Jamor.

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