Os rumores de pequenos roubos nos quartos das alunas circulavam nos corredores do Colegio Mayor Universitario Miguel Antonio Caro, em Madrid, onde Cristina Cifuentes, ex-presidente da Comunidade de Madrid, foi diretora entre 1995 e 1999. Ex-alunas da escola começaram a acusar Cifuentes de ser cleptomaníaca e de ter sido obrigada a deixar o cargo de diretora na sequência dessas acusações de roubo que existiam contra ela, recorda o jornal El Español.

A lista de alegados roubos é longa. Começou por brincos de joalharia. Depois, foi um cachecol da marca de luxo Burberry e um perfume. Mas na Páscoa de 1999, de acordo com o jornal El Español, uma das alunas denunciou que lhe tinham roubado duas malas da marca Agatha Ruiz de la Prada, que estavam no seu quarto.

Desaparecia bijuteria, perfumes, roupas e malas de luxo. Só podia ser ela“, disse uma das alunas, referindo-se a Cristina Cifuentes.

No arranque do novo ano letivo, os roubos continuaram. Em novembro de 1999, cerca de 150 alunas do Colegio Mayor Universitario Miguel Antonio Caro decidiram reunir-se em assembleia para falar sobre o assunto. A maioria das alunas chegaram mesmo a acusar formalmente Cifuentes de ser a única culpada pelos roubos, segundo declarações de pessoas presentes na assembleia ao jornal.

Uma das alunas, em representação das restantes, chegou mesmo a falar com a então diretora e apontá-la como alegada culpada pelos assaltos que aconteceram nos quartos durante meses. Poucos dias depois da reunião, Cifuentes deixou o cargo de diretora por “razões pessoais”. Não deu mais explicações acerca da saída mas negou que estivesse relacionada com os roubos.

Presidente da Comunidade de Madrid apanhada a roubar em vídeo demite-se

Esta terça-feira, Cifuentes demitiu-se na sequência da divulgação de um vídeo de 2011 onde é vista a ser confrontada por um segurança num supermercado depois de terem sido encontrados cremes na sua mala, pelos quais não tinha pago. “Levei por engano e de maneira involuntária uns produtos de 40€, disseram-mo à saída e paguei-os“, justificou. O vídeo foi divulgado pelo jornal OkDiario e motivou a demissão da agora antiga presidente da Comunidade de Madrid, que já estava envolta numa polémica por ireegularidades no seu mestrado.