O Sporting é a equipa com melhor historial de longe a nível de Campeonatos, com um total de 14 vitórias (e apenas um tri, que tentará igualar na presente temporada após os triunfos em 2016 e 2017) contra sete do Benfica, o rival que começou a apostar mais a sério na modalidade em 2001 e que ocupa o segundo lugar na hierarquia dos clubes com mais vitórias na prova. Olhando apenas para a Taça de Portugal, a história é diferente e os encarnados têm um total de sete troféus, contra cinco dos leões. Ou seis, agora: a formação verde e branca, que eliminou Fundão e Benfica até ao encontro decisivo na Final Eight, venceu o Fabril e juntou a Taça à Supertaça esta época.

Em 20 edições, o Sporting chegou à final da Taça de Portugal em oito. Começou por perder com o Miramar em 1998 (4-1) e com a Fundação Jorge Antunes em 2002 (3-1), mas desde que ganhou o seu primeiro título na prova frente ao Benfica em 2006 (9-5), na final ainda hoje com mais golos e naquele que é o segundo dérbi com mais golos de sempre (apenas batido por um 8-7 em Odivelas), nunca mais perdeu esse gosto de vencer: 4-1 à Fundação Jorge Antunes em 2008; 3-2 ao Benfica após prolongamento em 2011; 7-1 ao Sp. Braga em 2013; e 4-2 ao Benfica em 2016. Agora, derrotou o Fabril por 6-2, num jogo onde partia claramente como favorito.

Depois de um Campeonato modesto, em que terminou na penúltima posição com seis vitórias, quatro empates e 16 derrotas na fase regular, o conjunto do Barreiro, orientado pelo antigo guarda-redes internacional português Naná, foi a grande surpresa nesta Final Eight da Taça. Começou por apanhar um susto com o Farense (2-0 em cinco minutos) mas venceu por 6-2 antes de uma meia-final que ficará na história do clube: diante do Modicus, o Fabril até saiu para o intervalo a perder (2-1) mas conseguiu consumar a reviravolta no último minuto (3-2), já depois de um autêntico festival de golos perdidos pela equipa de Sandim, que acertou várias vezes nos ferros.

Sporting derrota Benfica e defronta Fabril na final da Taça de Portugal em futsal

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Mas o sonho não ficaria por aí: perante uma formação leonina irreconhecível em todos os capítulos de jogo (apesar de duas intervenções iniciais de Ivo Coelho que seguraram o nulo), o Fabril conseguiu equilibrar e adiantou-se mesmo no marcador por Yulián Díaz, no seguimento de uma boa jogada coletiva ao primeiro toque (6′). Nuno Dias não demorou a pedir desconto de tempo, mas as mudanças não foram suficientes para chegar ao empate.

Aos 12′, na sequência de uma recarga na área após remate de Dieguinho, Pedro Cary conseguiu quebrar a sempre boa resistência da formação do Barreiro, apontando o empate. Nos minutos seguintes, Cavinato acertou na trave, João Matos falhou o toque final para golo isolado na área mas, quando se pensava que seriam os leões a conseguir a reviravolta, Fassy, com um chapéu cheio de classe perante a saída de André Sousa, fez o 2-1 para o Fabril (17′). Os leões dominaram em todos os capítulos durante 20 minutos, mas o conjunto do Barreiro teve uma exibição quase perfeita a defender e a atacar que justificava a surpreendente vantagem ao intervalo.

Nas duas vezes em que Sporting e Fabril se tinham encontrado no Campeonato, os leões tinham ganho por 8-2 (em Alvalade) e 7-1 (no Barreiro). No entanto, a realidade desta final era diametralmente oposta até que uma entrada fortíssima dos leões na segunda parte repôs essa “normalidade” teórica: em menos de cinco minutos, um bis de Cavinato (21′ e 24′) e um autogolo de Joãozinho (23′) colocaram o Sporting na frente por 4-2, vantagem que foi mais tarde alargada por Pany Varela a oito minutos do final do encontro. Dieguinho, no derradeiro minuto, fixou o 6-2 final.