A África do Sul anunciou esta segunda-feira que retira o seu embaixador de Israel, numa condenação do que diz ser o “último ato de agressão violenta” da repressão dos protestos palestinianos pela mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém.

Por causa da grave e indiscriminada natureza do último ataque israelita, o Governo sul-africano decidiu retirar o embaixador Sisa Ngombane com efeito imediato”, comunicou o Departamento de Relações Internacionais, em comunicado.

O executivo do Presidente Cyril Ramaphosa condenou em “termos mais enérgicos” os incidentes desta segunda-feira na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza. A África do Sul recordou que defende a retirada total das forças armadas israelitas da Faixa de Gaza por “um permanente obstáculo mais para a resolução do conflito, que deve chegar através de dois Estados, Israel e Palestina, coexistindo lado a lado e em paz”. Por isso, o Governo da África do Sul junta-se às vozes da comunidade internacional que pedem para que as mortes de palestinianos sejam investigadas.

O balanço de vítimas mortais palestinianas desta segunda-feira torna a jornada mais mortífera do conflito israelo-palestiniano, depois da guerra do verão de 2014 no enclave. A questão de Jerusalém, que esteve na base dos protestos, é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo. Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel. Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.