Coimbra

Ordem alerta para reduzido número de enfermeiros nos hospitais de Coimbra

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros disse, esta segunda-feira, que "ou contratam mais enfermeiros ou encerram camas" no hospital de Coimbra.

LUSA

A Ordem dos Enfermeiros disse esta segunda-feira, em Coimbra, que o Centro Hospitalar e Universitário desta cidade corre o risco de encerrar camas caso não se contratem mais profissionais.

A bastonária falava aos jornalistas, durante uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), na qual foi acompanhada pelo presidente do conselho de administração da unidade, Fernando Regateiro.

“Ou contratam mais enfermeiros ou encerram camas”, afirmou, realçando a necessidade de o Ministério da Saúde contratar mais destes trabalhadores a fim de assegurar qualidade e segurança aos serviços prestados aos cidadãos. Na visita a vários serviços do CHUC, que incluiu um encontro com enfermeiros, Ana Rita Cavaco estava acompanhada do vice-presidente da Ordem, Luís Barreira, e do presidente da secção regional do Centro da OE, Ricardo Matos.

O CHUC, que integra os Hospitais da Universidade de Coimbra e outros, é “um dos centros hospitalares que mais horas devem aos enfermeiros e onde está em avaliação o eventual fecho de camas”, refere a Ordem dos Enfermeiros em comunicado. A bastonária precisou que está em causa o pagamento de mais de 100 mil horas extraordinárias.

A Ordem dos Enfermeiros insistiu na necessidade de o Estado contratar mais enfermeiros para que a aplicação das 35 horas de trabalho semanais não implique riscos para a saúde e a vida dos doentes. “Quando estou a cuidar, estou mais sujeita a errar e errar neste caso significa às vezes a vida da pessoa”, alertou a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, em Coimbra, frisando que os enfermeiros “são livres de aceitar” o serviço por turnos.

Com a entrada em vigor, no dia 1 de julho, do regime legal que consagra a passagem das atuais 40 horas de trabalho dos enfermeiros para 35, haverá “uma carência ainda maior” destes profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), acentuou.

Abrangidos por um pré-aviso de greve às horas extraordinárias, a partir de 1 de julho e por tempo indeterminado, os mais de 13 mil enfermeiros com contrato individual de trabalho no SNS passam, nesse dia, a cumprir um horário de 35 horas por semana, contra as atuais 40.

Os enfermeiros “querem as 35 horas para cuidar melhor”, já que também eles estão sujeitos “a cometer erros”, disse Ana Rita Cavaco, frisando que as preocupações da Ordem se aplicam igualmente ao CHUC, onde ao início daesta tarde terá uma reunião com a administração para analisar os problemas neste hospital, onde trabalham 2.800 enfermeiros.

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Crónica

Portugal, país-slime /premium

Helena Matos
364

Estão a ver aquela massa viscosa com que as crianças se entretêm? O slime, claro. Portugal está a tornar-se num país-slime, onde os valores são moldados a gosto e a responsabilidade não  existe.

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