A França voltou à final de um Campeonato do Mundo 12 anos depois da última presença nessa fase, em 2006, quando perdeu com a Itália nos penáltis depois de um empate 1-1 ao fim de 120 minutos. No domingo, contra a Croácia, a seleção gaulesa vai tentar repetir o feito alcançado há 20 anos, quando ganharam o primeiro (e único) Campeonato do Mundo da sua história, em pleno Stade de France, numa prova organizada pelos bleus.

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Nesse dia 12 de julho de de 1998, a França derrotou o Brasil por 3-0 (dois golos de Zidane e um de Emmanuel Petit) e no final do jogo o capitão levantou o tão desejado troféu. Era médio e usava o número 7 na camisola. Tratava-se de Didier Deschamps, o atual selecionador francês. Depois de ter ganhado a competição como jogador, Deschamps procura agora fazer o mesmo a partir do banco, um feito que está ao alcance de poucos. Prova disso é que até hoje apenas duas figuras o conseguiram: o brasileiro Mário Zagallo e e alemão Franz Beckenbauer.

Zagallo foi campeão como jogador em 1958 (5-2 contra a Suécia, onde marcou um dos golos) e 1962 (3-1 contra a Checoslováquia). O êxito como selecionador veio em 1970 depois da canarinha, que ainda contava nessa altura com Pelé em campo, ter derrotado a Itália por 4-1 na final do Mundial disputado no México. Beckenbauer ganhou como jogador em 1974 (vitória à Holanda de Johan Cruyff por 2-1) e como treinador em 1990 (1-0 sobre a Argentina).

Tal como Deschamps pela França em 1998, Beckenbauer era o capitão da seleção alemã que levantou o troféu em 1974 (STF/AFP/Getty Images)

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Todos os adeptos franceses estão a sonhar com a conquista do Mundial 20 anos depois, até para esquecer a desilusão do último Campeonato da Europa onde, também como organizadores, acabaram por perder a final frente a Portugal com um golo de Éder. E para isso até fazem pedidos para que Deschamps leve um pouco daquele dia 12 de julho para o Estádio Luzhniki, em Moscovo. Como? Usando a camisola que vestiu na final contra o Brasil. A ideia partiu de um utilizador do Twitter e desde esta quinta-feira a publicação já teve cerca de 73 mil partilhas, 44 mil ‘gostos’ e 665 comentários.

“Tenho uma ideia: imaginem que domingo Didier Deschamps chega ao banco não com o seu fato habitual mas com a camisola que usou na final em 1998. Não seria muito bom? Não sei como fazer para que ele veja isto…”, escreveu o utilizador que não demorou a ter milhares de seguidores. E veremos se a ideia não pode chegar ao presidente Emmanuel Macron, que deverá ter a seu lado Kolinda Grabar-Kitarovic, líder da Croácia que tem dado nas vistas por levar sempre o equipamento.