Tem seis anos, chama-se Sombra, é uma cadela pastor alemão e trabalha para a polícia colombiana no combate ao tráfico de droga nos aeroportos. A cadela tem feito jus ao nome e tem sido uma autêntica heroína no combate ao tráfico: o seu nariz tem funcionado como um autêntico radar, que já detetou mais de nove toneladas de drogas ilícitas e originou 245 prisões.

De tal forma que entrou no radar do principal grupo de traficantes da América do Sul, o Clan del Golfo (também conhecido como Os Urabeños), que está a oferecer 20 milhões de pesos colombianos (cerca de seis mil euros) como recompensa em troca da morte do animal. Sombra já descobriu mais de cinco toneladas de cocaína do cartel, conseguindo, com isso, impedir o envio da droga para a Europa.

O trabalho da cadela valeu-lhe, pelo segundo ano consecutivo, a medalha “Wilson Quintero” pela sua “contribuição inestimável” na luta contra o tráfico no país. É uma autêntica celebridade: várias pessoas costumam tirar selfies ao seu lado nos aeroportos. E a polícia colombiana não se coíbe de exibir os bons resultados de Sombra no Twitter. A 20 de julho, por exemplo, era considerada “o tormento de Otoniel”, precisamente o líder do cartel que agora quer a cabeça do animal.

As ameaças já tiveram efeitos: o general Jorge Nieto, chefe da polícia nacional colombiana, ordenou que a cadela fosse transferida para o Aeroporto Internacional Internacional El Dorado, em Bogotá, onde está mais segura porque sai da principal zona de influência do grupo. Também vai passar a estar acompanhada por mais agentes de autoridade. “O facto de querer fazer mal a Sombra e oferecer uma elevada recompensa pela sua captura e morte mostra o impacto que o trabalho dela tem tido”, considerou um porta-voz da polícia colombiana ao Telegraph.

Sombra chegou à polícia colombiana vinda de um canil em Antioquia. Desde então, foi treinada para colocar o focinho em tudo o que são bagagens que passam pelos aeroportos da Colômbia (país especialmente propenso ao tráfico de droga) para detetar drogas ilícitas. A sua primeira grande apreensão aconteceu em março de 2016, quando descobriu uma 2.558 quilos de cocaína num carregamento de bananas que estava a caminho da Bélgica. De lá para cá, tem sido a estrela da polícia colombiana e a principal ‘Sombra’ dos narcotraficantes do país.

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