Ryanair

Ryanair quer progredir nas negociações com os pilotos das bases alemãs

A transportadora aérea Ryanair informou ter convidado o sindicato Vereinigung Cockpit para uma reunião e "progredir nas negociações e concluir um contrato coletivo" com os pilotos das bases alemãs.

STEPHANIE LECOCQ/EPA

A transportadora aérea Ryanair informou esta terça-feira ter convidado o sindicato Vereinigung Cockpit (VC) para uma reunião e “progredir nas negociações e concluir um contrato coletivo” com os pilotos das bases alemãs.

Numa informação divulgada esta terça-feira, a companhia aérea de baixo custo precisou ter escrito segunda-feira ao sindicato VC para os convidar para uma nova reunião na próxima semana. “Esperamos continuar a progredir nas negociações e concluir um contrato coletivo de trabalho com os nossos pilotos na Alemanha”, afirmou a Ryanair, um dia depois de os pilotos das bases alemãs terem decidido avançar com greves, se a companhia aérea não garantir aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Segundo a agência noticiosa EFE, o sindicato VC anunciou que 96% dos seus filiados aprovaram a realização de greves e acrescentou que foi dado à companhia um prazo, até 6 de agosto, para dar resposta ao caderno reivindicativo. Apesar de não ter adiantado uma data para a realização da primeira greve, o sindicato revelou que a mesma será anunciada com 24 horas de antecedência.

Na semana passada, os tripulantes de cabine da Ryanair em Portugal, Espanha, Itália e Bélgica estiveram em greve, que levou ao cancelamento de centenas de voos. Por sua vez, na Irlanda os pilotos anunciaram, em 25 de julho, a realização de 24 horas de greve no dia 3 de agosto, a quarta paralisação no país desde 12 de julho.

A 16 de julho, na informação enviada a propósito dos resultados do primeiro trimestre fiscal, a transportadora irlandesa de baixo custo referiu que, “se estas greves desnecessárias continuarem a danificar a confiança do cliente e os futuros preços/rendimentos em determinados mercados”, será então revista a operação de inverno (entre outubro e março)”. “Pode levar a reduções de frota em bases perturbadas e à perda de empregos em mercados onde os funcionários concorrentes estão a interferir nas negociações com os nossos funcionários e com os nossos sindicatos. Não podemos permitir que os voos dos nossos clientes sejam interrompidos desnecessariamente por uma pequena minoria de pilotos”, segundo a mesma nota.

A Ryanair anunciou ter registado um lucro de 319 milhões de euros no seu primeiro trimestre fiscal (até 30 de junho), numa diminuição de 20%, na comparação homóloga. Na mesma informação, a companhia aérea irlandesa notou ter implementado uma “série de iniciativas para tornar a Ryanair mais atrativa para pilotos e tripulantes de cabine”, como aumentos salariais, transferências para bases preferidas, investimentos em formação e reconhecimento de sindicatos.

A companhia referiu esperar mais “greves durante o período de pico do verão”, mas que não irá aceitar “exigências não razoáveis que comprometam quer os preços baixos, quer o modelo altamente eficiente”.

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