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As 16 fotografias da Aldeia Olímpica de Pequim, uma década depois dos jogos

Estruturas enferrujadas, ervas daninhas a nascer nos campos e pistas, lonas rasgadas e cores queimadas pelo sol. Uma década depois dos jogos, a Aldeia Olímpica de Pequim está abandonada.

16 fotos

Os Jogos Olímpicos mudaram Pequim. Dez anos depois da cerimónia de abertura que no dia 8 de agosto de 2008 deixou o mundo pasmada com o nível de detalhe e coordenação das coreografias, as marcas do evento ainda estão bem visíveis na cidade chinesa.

Seja pelo icónico estádio em forma de ninho de pássaro ou pelas inúmeras casas antigas que foram destruídas para dar lugar à construção olímpica, o perfil da cidade mudou. Segundo relata a Agence France-Presse (AFP), as linhas rodoviárias e aeroportos construídos melhoraram os transportes e as campanhas de sensibilização obtiveram resultados positivos na higiene pública da cidade. Contudo, “os esforços por melhorar a atmosfera poluída e o transito congestionado não foram tão bem sucedidos”.

Para os especialistas, os Jogos Olímpicos de Pequim tinham um objetivo político assumido: provar a comunidade internacional que a prosperidade e crescimento económico chineses permitiam que o país gastasse milhões (cerca de 5,9 milhares de milhões de euros) na organização de um evento. “Os Jogos Olímpicos de Pequim foram bem sucedidos em ajudar a aumentar a auto-confiança dos líderes chineses — e da população — de que o país poderia suportar esforços ainda maiores”, disse à AFP Brian Bridges, um especialista em desporto e política da Universidade de Lingnan de Hong Kong.

Uma década após os jogos, o fotógrafo Greg Baker percorreu a Aldeia Olímpica de Pequim e testemunhou o estado de degradação do recinto. Estruturas enferrujadas, ervas daninhas a nascer nos campos e pistas, lonas rasgadas e cores esbatidas pelo sol foram alguns dos cenários captados pela lente do fotógrafo da AFP.

A Aldeia Olímpica parece ter ficado parada no tempo desde 2008, mas este cenário pode vir a sofrer alterações. Pequim vai receber os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022, podendo algumas das infraestruturas voltar a ser utilizadas. Pequim torna-se assim na primeira cidade a receber uma edição dos verão e uma edição de inverno.

Para os jogos de inverno, os especialistas prevêem uma abordagem mais focada no desporto e menos política para evitar que, a semelhança do que aconteceu em 2008, a ocasião não possa ser utilizada para criticar o governo do país. “Pequim aprendeu a lição. [Os jogos] são uma oportunidade de promoção da sua imagem, mas também, uma oportunidade para outras pessoas usarem”, disse Zhouxiang Lu, citado pela AFP. O especialista em desporto e política da Universidade de Maynooth da Irlanda prevê uma edição mais “relaxada e não tão rigidamente controlada”.

Mas as infraestruturas da Aldeia Olímpica de Pequim estão longe de ser as únicas a ficar abandonadas após o fim dos Jogos Olímpicos. O mesmo aconteceu na Cidade do México, em Los Angeles, em Atlanta e, mais recentemente, no Rio de Janeiro.

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