Acidentes de Aviação

Avião roubado por mecânico no Aeroporto Internacional de Seattle despenhou-se. Terá sido perseguido por dois caça F-15

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Um mecânico descolou sem autorização do Aeroporto de Seattle, num avião sem passageiros, que se despenhou. Vídeos mostram um caça F-15 a perseguir o voo. E foi divulgado o diálogo com o controlador.

Um mecânico de 29 anos terá alegadamente roubado um avião sem passageiros do Aeroporto Internacional de Seattle, que se despenhou pouco depois junto a Ketron Island, a 48 quilómetros.

Há relatos e vídeos que mostram que o avião, um Bombardier Q400 da Horizon Air (do grupo Alaska Airlines) 76 lugares, foi perseguido por um ou dois caças F-15 antes de se despenhar, ao fim de 90 minutos de voo, às 21h30 em Seattle, (5h30 deste sábado em Lisboa). Os caça F-15 não terão estado envolvidos na queda do avião.

A comunicação entre o homem a bordo do avião e o controlador aéreo foram divulgados.

Este segundo vídeo também mostra o que parece ser um caça a perseguir o avião.

Este outro vídeo divulgado pela Fox News foi inicialmente partilhado por uma utilizadora do Facebook que garante que este era o avião que se despenhou.

As autoridades policiais de Pierce County informaram via Twitter que o mecânico “estava a fazer acrobacias no ar ou não tinha conhecimentos suficientes para pilotar o avião”. O xerife local afirmou que “não se trata de um incidente terrorista”. O FBI confirmou e disse que a investigação ainda estava a decorrer.

O diálogo com o controlador de tráfego aéreo: “Isto é provavelmente prisão perpétua, huh?”

O Seattle Times divulgou excertos do diálogo mantido entre o mecânico e o controlador de tráfego aéreo antes do incidente. O mecânico, que parecia estar entre o excitado e o leviano, mostrou-se preocupado por ter pouco combustível no avião, uma vez que tinha consumido mais do que esperava com a descolagem. O controlador de tráfego aéreo manteve a calma, tentou não irritar o piloto e convencê-lo a aterrar algures. “Há uma pista à direita daí a uma milha” (referindo-se à base militar Lewis-McChord).

“Oh man,”, respondeu de pronto o mecânico. “Aqueles tipos tramam-me se eu tentar aterrar ali. E ainda posso dar cabo de alguma coisa lá. Não ia querer fazer isso. E eles provavelmente têm armas anti-aéreas.

O controlador terá negado: “Eles não têm nada disso. Vamos tentar encontrar um local para aterrar em segurança”.

“Ainda não estou pronto para aterrar. Mas tenho de parar de olhar para o combustível, que está a acabar-se depressa”, admitiu o mecânico, já preocupado com as consequências. “Isto é provavelmente prisão perpétua, huh? Espero que seja, para um tipo como eu”.

O controlador de tráfego aéreo tentou desviar o assunto: “Não nos vamos preocupar ou pensar nisso agora. Mas pode iniciar uma viragem à esquerda, por favor?”

O movimento do aeroporto chegou a ser temporariamente suspenso, impedindo aterragens e descolagens, mas já foi retomado.

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Helena Garrido

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