O funcionário judicial José Augusto Silva, que estava detido desde março no âmbito do processo e-toupeira, vai sair da prisão com pulseira eletrónica, avançam o Correio da Manhã e o JN. Era o único arguido em prisão preventiva no processo que envolve a SAD do Benfica. O juiz terá considerado que o funcionário não podia prejudicar a investigação.

José Silva, funcionário do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, está acusado pelo Ministério Público da prática de 76 crimes: um de corrupção passiva, um de favorecimento pessoal, seis de violação de segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo, 28 de falsidade informática e de um crime de peculato.

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Segundo a acusação, José Augusto Silva terá acedido ilegalmente ao CITIUS (sistema informático do Ministério da Justiça), a pedido de Paulo Gonçalves — até esta segunda-feira assessor jurídico do Benfica e também arguido — a quem passava informações sobre os processos judiciais relacionados com o clube encarnado, e também com os rivais, em segredo de justiça. De acordo com a acusação do Ministério Público, José Augusto Silva usava credenciais de duas funcionárias do tribunal de Fafe e também de Ana Paula Vitorino, Procuradora da República.

Além de José Augusto Silva e de Paulo Gonçalves (acusado de 70 crimes), também outro funcionário judicial, Júlio Loureiro, e a própria SAD do Benfica são arguidos no e-toupeira.