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Duas coleções privadas de escultura em diálogo numa exposição em Lisboa

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As coleções privadas de escultura francesa do século XIX de Carl Jacobsen e Calouste Gulbenkian, vão estar em diálogo numa exposição que abre ao público na sexta-feira em Lisboa.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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  • Agência Lusa
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As coleções privadas de escultura francesa do século XIX de dois empresários filantropos, o dinamarquês Carl Jacobsen e o arménio Calouste Gulbenkian, vão estar em diálogo numa exposição que abre ao público na sexta-feira em Lisboa.

“Pose e Variações” é o nome da exposição que a Fundação Calouste Gulbenkian organiza, com 30 esculturas de pequena e média dimensão criadas por 11 artistas ligados à escultura francesa do século XIX, com Auguste Rodin, Jean-Baptiste Carpeaux, Aimé-Jules Dalou e Paul Dubois.

Com as esculturas quase todas enquadradas nas largas janelas que dão para os jardins, a exposição cruza obras que foram adquiridas por dois homens de negócios, que nasceram no século XIX e tiveram uma profunda ligação às artes: Carl Jacobsen, filho do fundador da cervejeira Carlsberg, e o arménio Calouste Gulbenkian, ligado à exploração e petróleo.

“É uma exposição tradicional, porque tem duas coleções, mas não é um olhar convencional para a escultura; procura ligações. A escultura raramente é única, há sempre versões e queríamos mostrar ao público esses aspetos”, explicou a diretora do Museu Calouste Gulbenkian, Penelope Curtis, numa visita para a imprensa.

É por isso que na exposição o visitante poderá encontrar a mesma escultura reproduzida em materiais diferentes, como por exemplo, “Cupido ferido”, de Jean-Baptiste Carpeaux com uma representação do filho em gesso, bronze e mármore.

Destaca-se ainda a peça “A eterna primavera”, de Auguste Rodin. Na exposição está presente uma escultura de bronze pertence à coleção Calouste Gulbenkian, e uma igual, de mármore, da coleção de Carl Jacobsen.

Apesar dos pontos convergentes entre as duas coleções, o fio condutor da exposição é a pose, a representação da figura humana, mas também a ausência de pose quando se trata de retratar crianças.

Há ainda um contexto político e social para a produção destas obras, num século “extremamente rico”. “O século XIX é de transformação profunda, de ascensão da burguesia poderosa, com capacidade para comprar estatuária de pequena dimensão, da secularização da vida das pessoas, da revolução industrial”, enquadrou Luísa Sampaio, uma das curadoras.

“Pose e Variações – Escultura em Paris no tempo de Rodin” estará patente na galeria principal da sede da fundação até 04 de fevereiro de 2019, seguindo em março para o Ny Carlsberg Glyptotek de Copenhaga, museu dedicado à escultura criado por Carl Jacobsen.

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