Os brasileiros dos estados mais orientais, alinhados com o fuso da capital (Brasília), começaram hoje a votar às 08:00 locais (11:00 em Lisboa), num processo que junta 147,3 milhões de eleitores na escolha do próximo Presidente da República. O mesmo aconteceu com as mesas de voto que estão colocadas nos postos diplomáticos brasileiros localizados em Portugal.

Na segunda volta, disputam o Palácio do Planalto Jair Bolsonaro (extrema-direita) e Fernando Haddad (esquerda).

Nas primeiras reportagens, os canais televisivos brasileiros relatam a existência de filas superiores às da primeira volta, a 7 de outubro.

Às 11:00 de Lisboa, abriram as assembleias de voto nos mais populosos estados brasileiros, como Minas Gerais, Rio de Janeiro ou São Paulo, bem como em quase todo o nordeste do país.

Além da corrida presidencial, milhares de eleitores brasileiros vão escolher hoje 14 governadores.

Haverá segunda volta nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Rio Grande do Sul, Rondónia, Roraima, Sergipe, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe.

As assembleias de voto são abertas pelas 08:00 locais e têm o encerramento previsto para as 17:00 de cada fuso horário. As últimas urnas eletrónicas a fechar serão no estado do Acre, 22:00 em Lisboa, junto à fronteira com o Peru.

O sistema de voto brasileiro é feito através de urnas eletrónicas e, caso enfrentem um problema técnico, serão trocadas por outra do mesmo tipo ou pelo sistema tradicional de voto de boletim em urna.

Esta é já considerada uma das eleições mais atípicas das últimas décadas, tendo sido marcada por várias polémicas e por uma forte polarização política entre a extrema-direita e a esquerda.

Brasileiros nas urnas em Portugal

É na Faculdade de Direito de Lisboa que os 21 195 brasileiros registados para votar têm estado a participar no ato eleitoral deste domingo. De acordo com as reportagens da SIC e da TVI presentes no local, a afluência tem vindo a aumentar com o passar das horas — o que pode levar a uma maior participação eleitoral nesta segunda volta.

Na primeira registou-se uma adesão de quase 35% dos eleitores inscritos, a maior de sempre. Um dado que tem de ser cruzado com outro igualmente relevante: o número de eleitores brasileiros em Portugal também aumentou cerca de 27% em relação a 2014 — antes só estavam inscritos cerca de 17 mil eleitores.

Dado o cariz polémico destas eleições, o cônsul do Brasil em Lisboa pediu à PSP um reforço do policiamento nas imediações das mesas de voto, decisão reforçada pelo clima conturbado que se viveu na primeira volta. Até agora, não foram registados quaisquer tipos de conflitos ou manifestações nos arredores da Faculdade de Direito. As temperaturas mais baixas podem ter ajudado a desmotivar eventuais focos de contestação.

De acordo com a SIC, brasileiros que já votaram afirmam que o processo eleitoral está a correr de forma “rápida”, “sem grandes filas ou tempos de espera”. As mesas de voto abriram às oito da manhã, hora portuguesa, e devem encerrar pelas 17h, sendo que os primeiros resultados deverão começar a surgir entre as 23h e as 00h.

Mais a sul, em Faro, espera-se que o número de votos aumente em comparação com os números da primeira volta das eleições — só 806 dos 3623 eleitores registados é que exerceram o seu direito democrático. Segundo relatos da SIC, o decorrer do processo eleitoral até agora tem mostrado um aparente aumento no número votantes, afirmação que se comprova ao ver a quantidade de pessoas que, depois de votar, permanecem em restaurantes e cafés na baixa farense. No que a segurança diz respeito, o consulado brasileiro explicou que não pediu aumento do policiamento, limitou-se a informar a PSP de que o ato eleitoral se ia realizar.