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A Avenida Paulista, na cidade brasileira de São Paulo, está este domingo de eleições a ser palco das celebrações dos apoiantes de Jair Bolsonaro, o candidato do Partido Social Liberal (PSL) que foi eleito presidente do Brasil. Houve quem celebrasse com música, com balões e foguetes. E houve quem enxaguasse lágrimas. Um lado e outro chegaram a entrar em confrontos, tanto em São Paulo como a 4.500 quilómetros dali, no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, a polícia de choque foi obrigada a intervir e dispersou a multidão com gás lacrimogéneo e balas de borracha. No Rio de Janeiro, na praça São Salvador, dois grupos entraram em confrontos físicos e atiraram garrafas um ao outro. A Folha de São Paulo revela que há nove carros de polícia na praça, onde a esquerda se costuma juntar em dias de eleições. Questionado sobre o que estava a acontecer, um agente da polícia respondeu: “É a esquerda, que não consegue aceitar o resultado”.

Entretanto, o novo presidente do Brasil e o candidato derrotado já falaram à nação. Jair Bolsonaro disse que vai “mudar o destino do Brasil”: “Não podíamos mais continuar flirtando com o socialismo, o comunismo, o populismo e o extremismo da esquerda. Vamos juntos mudar o destino do Brasil. Sabíamos para onde estávamos a ir, agora sabemos para onde queremos ir”.

Fernando Haddad também já discursou, depois de fazer um minuto de silêncio “pela democracia”: “Temos a responsabilidade de fazer uma oposição, colocando os interesses do povo brasileiro acima de tudo”.

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