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Comboios

Sindicatos e Governo reúnem-se para tentar evitar greve que vai parar comboios

A expectativa é que "seja atingido um acordo" que permita desconvocar o protesto, que deverá causar "fortes perturbações na circulação", segundo a Infraestruturas de Portugal.

MÁRIO CRUZ/LUSA

Os sindicatos representativos dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) reúnem-se esta terça-feira com o Governo para tentar chegar a um acordo que evitaria a greve marcada para quarta-feira. O encontro terá lugar no Ministério do Planeamento e Infraestruturas.

A IP manifestou expectativa de chegar a um acordo com os sindicatos antes da paralisação. Fonte oficial da IP disse à Lusa, na segunda-feira, que o “processo negocial ainda decorre” e que a expectativa é que “seja atingido um acordo” que permita desconvocar o protesto, que deverá causar “fortes perturbações na circulação” de comboios.

Por seu lado, José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), confirmou a realização de uma reunião esta terça-feira no Ministério do Planeamento e Infraestrutura, “no âmbito do processo negocial da IP”.

A CP – Comboios de Portugal já alertou para “fortes perturbações na circulação” devido à greve na IP, face à previsão de “supressões de comboios a nível nacional em todos os serviços”. A empresa alertou ainda para que “não serão disponibilizados transportes alternativos”.

A paralisação contará com serviços mínimos, definidos pelo tribunal arbitral, tendo sido subscrita por 14 organizações sindicais. Nestes estão abrangidos os encaminhamentos para o destino de comboios a circular ao início da greve, os comboios socorro e aqueles que transportem matérias perigosas, jet fuel, carvão e bens perecíveis.

Os trabalhadores exigem que a administração da empresa e o Governo concretizem o acordo coletivo de trabalho e cheguem a acordo sobre um regulamento de carreiras.

Os sindicatos querem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse José Manuel Oliveira.

“A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores”, defendeu o dirigente sindical, na segunda-feira, acrescentando que, nesta altura, “há uma grande distância” entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.

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