Maulana Sami ul-Haq, um clérigo paquistanês conhecido como o “pai dos talibãs”, foi morto esta sexta-feira num ataque de contornos ainda desconhecidos em Rawalpindi, no Paquistão, avançou o Washington Post. Na mesma altura estão a decorrer protestos de grupos religiosos contra a absolvição e libertação de Asia Bibi, uma mulher cristã condenada à morte em 2010 por blasfémia contra Maomé. Maulana Sami ul-Haq iria a este protesto, mas as estradas estavam cortadas e voltou para casa.

Segundo o Dawn, um jornal paquistanês, o filho de Maulana Sami ul-Haq confirmou que o pai foi esfaqueado até à morte na sua residência, enquanto descansava no quarto. “O motorista dele tinha ido sair. Quando voltou, encontrou Maulana Sami deitado na sua cama numa poça de sangue. Já não estava vivo”, disse Maulana Hamidul Haq, citado pelo Dawn.

Maulana Sami teria 83 anos e foi também membro do Senado do Paquistão entre 1985-1991 e 1991-1997. Durante várias décadas, foi o responsável por um seminário em Peshawar, perto da fronteira do Afeganistão, onde treinou centenas de jovens para se juntarem às forças talibãs nos anos 90.

O primeiro-ministro paquistanês já condenou o assassinato de Maulana Sami, acrescentando que o país perdeu “um importante líder religioso”. Imran Khan disse ainda que os serviços do clérigo serão sempre relembrados, sublinhando que já está a ser levada a cabo.