Cabo Verde

Deputados cabo-verdianos agridem-se fisicamente nas instalações do parlamento

Dois deputados cabo-verdianos envolveram-se em confrontos físicos nas instalações da Assembleia Nacional, na cidade da Praia, tendo um deles ficado ferido e sido transportado ao hospital.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Dois deputados cabo-verdianos envolveram-se esta sexta-feira em confrontos físicos nas instalações da Assembleia Nacional, na cidade da Praia, tendo um deles ficado ferido e sido transportado ao hospital, disse à Lusa fonte oficial.

De acordo com Paula Mosso, do núcleo de comunicação e imagem da Assembleia Nacional, os deputados confrontaram-se fisicamente antes do início da Comissão Especializada de Relações Externas, Cooperação e Comunidades, para a qual estava prevista a presença do ministro de Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, mas que acabou por ser suspensa.

Os deputados em causa são Emanuel Barbosa (MpD — partido que suporta o Governo) e Moisés Borges (PAICV — o maior partido da oposição), que na última sessão plenária tinham já trocado ameaças.

No seguimento da altercação, que decorreu numa sala à qual têm acesso os deputados antes de participarem nas comissões, o deputado Emanuel Barbosa ficou ferido, tendo sido transportado ao Hospital Dr. Agostinho Neto, na capital.

Reações dos dois partidos envolvidos

Os partidos dos dois deputados cabo-verdianos que esta sexta-feira se envolveram em confrontos físicos nas instalações da Assembleia Nacional condenaram as agressões, desconhecendo-se ainda os motivos da contenda.

Numa reação a este incidente, o grupo parlamentar do MpD emitiu um esclarecimento em que afirma que se tratou “de uma agressão e não de uma briga”. “A agressão não aconteceu por acaso. Muito antes, o deputado do PAICV Moisés Borges tinha feito ameaças ao deputado Emanuel Barbosa”, lê-se na nota.

O grupo parlamentar do MpD repudiou “veementemente” o ocorrido, que considerou “a todos os títulos, injustificável” e que “em nada dignifica a tão nobre função parlamentar”. O MpD apresentou a sua solidariedade ao deputado Emanuel Barbosa, a quem transmitiu “o total apoio em todas as ações que entenda levar a cabo para que este ignóbil ato de agressão não fique impune”.

Por seu lado, o grupo parlamentar do PAICV condenou o confronto e garantiu que irá fazer “de tudo para que a Assembleia Nacional seja uma casa calma, de tolerância e que tenha um clima de trabalho saudável”.

Em conferência de imprensa, o deputado Walter Évora afirmou: “O grupo parlamentar não apoia, não aceita e nem colabora com qualquer tipo de violência física ou verbal na casa parlamentar que, no seu entender, é a casa da palavra e da concórdia”.

Citado pela agência de notícias de Cabo Verde (Inforpress), Walter Évora explicou que o deputado Moisés Borges do PAICV reagiu a uma agressão física do deputado Emanuel Barbosa (MpD), condenando a situação, “independentemente de quem tenha razão ou não”.

“É preciso saber realmente o que aconteceu, porque se foi uma reação a uma ofensa por parte do deputado Moisés Borges, não me parece que haja sanções” a aplicar, acrescentou.

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