O novo Zoe está previsto surgir em 2019 mas, até lá, a Renault está a recorrer a modelos actuais para testar novas soluções. Entre elas está aquela que era uma das fragilidades do modelo francês, que se prendia com o facto de ser um dos poucos modelos 100% eléctricos a recorrer a ligações Mennekes Type 2, que o limitavam durante as cargas rápidas.

O Zoe actual, mesmo se ligado a um posto de carga rápida, pode recarregar a 22 kW (em AC) se for a versão normal, para retirar do posto 43 kW (em DC) se estivar equipado com o motor Q90, específico da versão denominada “Carga Rápida”. Contudo, este valor está um pouco abaixo dos melhores concorrentes – todos eles capazes de carregar a 50 kW e alguns deles a mais, como os Tesla, que atingem 120 kW.

Ora, com as redes de postos de carga rápida que vêm aí, como a Ionity, que vai fornecer potência entre 150 kW e 350 kW, reduzindo brutalmente o tempo necessário para recarregar a bateria, era necessário que a Renault alterasse o seu sistema de armazenar energia. E apesar do seu parceiro do grupo, a Nissan, utilizar no Leaf a tomada CHAdeMO (muito popular no Japão) para aceder à carga rápida, a Renault decidiu abraçar aquela que é a ligação mais habitual na Europa, a CCS Combo, que os alemães usam há muito.

Com a nova ficha, que já foi vista num Zoe a carregar num posto holandês da rede Fastned, o futuro Zoe terá acesso aos novos postos de carga rápidos europeus, restando saber até onde irá em termos de potência máxima, se poderá carregar a 100 kW ou se vai poder atingir 150 kW. Certo é que a Renault garante que o Zoe vai continuar a garantir a carga em AC a 22 kW, solução que a marca francesa acredita continuar a oferecer vantagens para alguns clientes, mais especificamente os que ligam os seus modelos à tomada lá de casa, sem Wallbox.