A Agência Lusa disponibiliza a partir de esta segunda-feira uma plataforma de acesso gratuito com dados estatísticos que permite comparar informação sobre diferentes geografias, agregando os valores por Portugal, União Europeia ou o Mundo, com indicadores sociais, políticos ou económicos.

“É uma plataforma que tem a vantagem de poder relacionar conceitos, enquanto que normalmente as plataformas nos dão a quantidade e descrevem dados, aqui dão-nos os dados, eles estão lá, mas o objetivo não é só conhecer esses dados, mas relacioná-los uns com os outros”, explicou o responsável pela empresa criadora da Eye Data.

Luís Valente Rosa disse que esta plataforma surgiu, “precisamente, porque um dos problemas da sociedade” é “a dificuldade em saber que informação é mais relevante ou não” tendo em conta que “há demasiada informação” disponível.

“Esta ferramenta ajuda-nos precisamente a perceber que dados é que são mais relevantes para relacionar com aquilo que estamos a estudar. Por outro lado, podemos comparar três geografias diferentes de uma forma extremamente simples”, acrescentou o responsável da Socail Date Lab.

As três geografias são Portugal, União Europeia e Mundo, sendo que o Mundo tem o grupo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com dados estatísticos de várias áreas e com base em diferentes anos, “tendo em conta a disponibilidade das fontes” de recolha de informação.

Luís Valente Rosa especificou à agência Lusa que os dados estatísticos de Portugal têm como fonte a Pordata e o INE, no que diz respeito à Europa a base é a Pordata e a Eurostat, e para o Mundo as fontes principais são as Nações Unidas e o Banco Mundial e também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“A grande utilidade [desta plataforma] é rapidamente conseguir ter, sobre determinadas realidades, um retrato muito exato do ponto de vista social, económico e cultural da realidade que estão a falar, por exemplo, um país da Europa que queiram caracterizar do ponto de vista social, rapidamente conseguem fazê-lo”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa.

Nicolau Santos esclareceu que esta ferramenta serve não só os jornalistas, como também estudantes “ou qualquer outro cidadão que tenha interesse e curiosidade em informação de determinada região” do país, da União Europeia ou do Mundo e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Por exemplo, se quisermos saber qual é o distrito mais conservador em Portugal, do ponto de vista político, temos dados interessantes que nos ligam, por exemplo, o número de casamentos e de divórcios, a produção de riqueza, portanto, conseguimos agregar vários dados para obter um resultado que nos dê a reposta à interrogação que colocamos”, precisou.

Nicolau Santos esclareceu ainda que “é uma funcionalidade de acesso livre” a quem consulta o site da Lusa e “sem qualquer peso orçamental” para a agência de notícias que encontra nesta parceria uma ferramenta “magnífica e muito interessante para quem tem de fazer trabalho jornalístico”, ou não, e que “é de muito fácil acesso que permite culminar dados rapidamente”.