A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta quinta-feira a síntese de execução orçamental em contas públicas até outubro, sendo que o Governo quer reduzir o défice para 0,7% do PIB em contabilidade nacional em 2018.

Segundo o último relatório da DGO, as administrações públicas registaram um excedente em contas públicas de 1,3 mil milhões de euros no terceiro trimestre, o que representa uma melhoria de 1,9 mil milhões de euros face ao período homólogo.

Esta evolução é explicada pela subida de 5,4% da receita, superior ao da despesa, de 2,2%. A evolução do saldo em contabilidade pública não inclui os 913 milhões de euros da injeção de capital de 792 milhões de euros no Novo Banco nem o pagamento de 121 milhões de euros aos lesados do BES, beneficiando ainda do fim do pagamento dos duodécimos do subsídio de Natal.

De acordo com a mesma síntese, nos primeiros nove meses do ano, o Estado arrecadou 32,8 mil milhões de euros em impostos, o que se traduziu numa subida de 1,7 mil milhões em comparação com igual período do ano passado.

Por sua vez, os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 1.136 milhões de euros no mês em causa, menos 70 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.Já o excedente da Segurança Social avançou 181,5 milhões de euros até setembro, em comparação com o período homólogo, para 1,8 mil milhões de euros, com as contribuições a crescerem 7%.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa. Já a meta do défice é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas. O Governo inscreveu uma meta de défice de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018.