O fluxo de investimento direto de Portugal em Moçambique recuou nos primeiros nove meses deste ano, face ao período homólogo de 2017, de acordo com informação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Entre janeiro e setembro deste ano, o indicador de Investimento Direto de Portugal no Exterior (IDPE), no caso, em Moçambique, registou um valor negativo: -24 milhões de euros. Ou seja, houve um retorno de investimento ou fluxos de tesouraria, naquele montante, de Moçambique para Portugal, explicou fonte da AICEP à Lusa.

O valor contrasta com o IDPE positivo de 46,1 milhões de euros registado entre janeiro e setembro de 2017, que refletiu investimentos e fluxos de Portugal para Moçambique, acrescentou.

A informação divulgada pela AICEP, consultada esta quinta-feira pela Lusa, baseia-se em dados do Banco de Portugal e aponta para uma retração de 152%. Contactados pela Lusa, nem o banco central, nem a AICEP deram explicações para aquela percentagem de recuo do investimento direto de Portugal em Moçambique.

De acordo com os dados divulgados, que remontam a 2013, só em 2016 houve um decréscimo, na altura, no valor de -14,5 milhões de euros (valor anual). Apesar do IDPE negativo nos três primeiros trimestres deste ano, o ‘stock’ de investimento direto de Portugal em Moçambique é de 981,9 milhões de euros, ou seja, mantém-se 2,1% mais alto que no mesmo período de 2017.